Dentre as muitas marcas deixadas pela arquiteta Lina Bo Bardi na arquitetura brasileira está o uso da cor vermelha como elemento de destaque em suas obras. Seja trazendo leveza e vividez à dureza do concreto paulistano do Sesc Pompeia ou aquecendo a alvura do Solar do Unhão da Bahia, o vermelho transcendeu o status meramente visual e estético para tornar-se uma característica distintiva da arquiteta ítalo-brasileira, tecendo conexões entre muitas de suas obras.
Lina Bo Bardi na construção do MASP atrás do protótipo do cavalete de cristal com reprodução de O escolar, década de 1960. Foto: Lew Parrella – Acervo do Centro de Pesquisa do MASP
Um curso sobre a vida de Lina Bo Bardi (1914-1992), arquiteta brasileira nascida em Roma. Com ênfase em seus projetos de arquitetura e de exposições, as aulas apresentarão desde sua formação na Itália até histórias dos processos de concepção e construção de edifícios como o Masp, o Sesc Pompeia e o Solar do Unhão.
O MASP expandirá sua instituição e contará com um anexo vizinho ao icônico projeto assinado por Lina Bo Bardi. O edifício Dumont-Adams, após passar décadas inativo, abrigará alas expositivas, café, restaurante e laboratório de restauração de obras após uma reforma em seus 7800 metros quadrados e 14 pisos.
https://www.archdaily.com.br/br/967184/masp-tera-anexo-de-14-andares-na-av-paulistaEquipe ArchDaily Brasil
Enquanto o MASP está fechado, de acordo com as instruções da Organização Mundial da Saúde, é possível matar a saudade do acervo do museu através do Google Arts & Culture ou através de sua programação #maspemcasa.
Quando analisada do alto, a paisagem de São Paulo é uma enorme aglomeração urbana, com sua topografia, suas áreas verdes, seus bairros verticalizados e seu tecido urbano. Revela também todas suas camadas históricas sobrepostas, com edifícios centenários convivendo com espigões com poucas qualidades arquitetônicas. Museus e parques, shoppings centers e condomínios. E é justamente toda sua aparente desordem e heterogeneidade o que a torna uma cidade tão única.
Para aqueles interessados em conhecer a metrópole de um novo ponto de vista e também, parte de sua história, apresentamos a seguir um roteiro de mirantes e observatórios:
Os projetos de edifícios e infraestruturas públicas sempre devem prever em seu funcionamento a melhor forma de acesso e conexão com as vias do entorno, sobretudo considerando a rua como caminho de chegada do pedestre aos espaços. No entanto, alguns arquitetos conseguiram sublimar o aspecto prático da conexão entre arquitetura e rua, incorporando essa condição de vínculo como cerne das propostas de projetos que carregam, desde seu ponto de partida, a vocação de espaço público em um sentido rigoroso.
Há três anos o Museu de Arte de São Paulo – MASP dedica sua programação de mostras e seminários a temáticas anuais. Em 2016 o museu apresentou Histórias da Infância, em 2017 Histórias da sexualidade, e em 2018, Histórias Afro Atlânticas, recorde de visitação e eleita Best in Show de 2018 pelo New York Times.
Em 2019, porém, o MASP se dedica às mulheres, com as Histórias das mulheres, histórias feministas. O ano se iniciou com duas individuais de artistas mulheres, Lúcia Laguna e Sonia Gomes, em um cruzamento das duas temáticas, fechando o ciclo das Histórias Afro Atlânticas e abrindo o Histórias das mulheres.
O curso Arquitetura Moderna em São Paulo apresenta em Agosto edição especial sobre Lina Bo Bardi. As aulas trarão abordagens teóricas histórico-críticas da obra da arquiteta, além de visitas guiadas em dois projetos – o MASP e o SESC Pompéia. Nesses passeios, a arquitetura será vivenciada e discutida em detalhes nos próprios lugares.
As aulas de quinta e sexta-feira debaterão o contexto histórico da produção, a inserção de Lina dentro da história da arquitetura moderna brasileira e internacional, além de uma abordagem crítica sobre sua obra na contemporaneidade. Nesse primeiro momento do curso, serão apresentados materiais textuais e audiovisuais selecionados –
O curso Arquitetura Moderna em São Paulo apresenta em Julho edição especial sobre Lina Bo Bardi. As aulas trarão abordagens teóricas histórico-críticas da obra da arquiteta, além de visitas guiadas em dois projetos – o MASP e o SESC Pompéia. Nesses passeios, a arquitetura será vivenciada e discutida em detalhes nos próprios lugares.
As aulas de quinta e sexta-feira debaterão o contexto histórico da produção, a inserção de Lina dentro da história da arquitetura moderna brasileira e internacional, além de uma abordagem crítica sobre sua obra na contemporaneidade. Nesse primeiro momento do curso, serão apresentados materiais textuais e audiovisuais selecionados –
Recentemente o Sesc Avenida Paulista lançou um aplicativo para que usuários em todo o mundo façam imersões pela vista oferecida no Mirante da unidade, explorem passeios georreferenciados por assuntos tão diversos quanto os centros culturais e as espécies de árvores localizadas na região, ouçam passeios sonoros sobre a avenida ou sobre as obras de arte brasileira expostas na unidade, brinquem com um jogo de composição inspirado na fachada do edifício, acessem a agenda completa da programação, entre outros recursos e funcionalidades. O aplicativo está disponível para download gratuito aqui e nas lojas oficiais da Apple e da Google.
https://www.archdaily.com.br/br/918100/conheca-o-aplicativo-do-sesc-avenida-paulistaPedro Vada
Lew Parrellla/Arquivo da Biblioteca e Centro de Documentação do Masp - modificada. Image Cortesia de Masp
No episódio #59, da série sobre personalidades da arquitetura, convidamos o arquiteto e historiador Renato Anelli, também conselheiro do Instituto Bardi; e a arquiteta, professora, historiadora e crítica de arquitetura Ana Luiza Nobre, para conversar sobre a vida e a obra de Lina Bo Bardi, a arquiteta italiana que tão bem absorveu as raízes brasileiras e as traduziu para a sua arquitetura original. Com formação pela tradicional faculdade de Roma, Lina extrapolou o escopo de trabalho habitual ao arquiteto, atuando ainda como ilustradora, editora, designer e cenógrafa.
Arquiteta italiana que adotou o Brasil, rompeu hierarquias entre as artes e moldou uma nova linguagem do modernismo, agregando uma visão própria e radical com referências da cultura brasileira terá exposição em abril no MASP. Em 2020, mostra segue para o México e EUA
Lina Bo Bardi. Estudo preliminar – esculturas praticáveis do belvedere Museu de Arte Trianon, 1968. Nanquim e aquarela sobre papel, 56,3 x 76,5 cm. Acervo MASP, doação Instituto Lina Bo e P. M. Bardi
O tema “Histórias das mulheres, histórias feministas” será pauta do programa de exposições do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand em 2019. Já estão confirmadas seis monográficas de artistas mulheres - Djanira da Motta e Silva, Tarsila do Amaral, Lina Bo Bardi, Anna Bella Geiger, Leonor Antunes, Gego - além de uma grande mostra coletiva que levará o título do eixo temático.
“O MASP de Lina, Croquis de Processo, 50 Anos do Edifício na Avenida Paulista", título da exposição inaugurada no dia 1 de novembro, mês de inauguração do Museu em 1968, reúne desenhos à mão, imagens e documentos que revelam o processo criativo de Lina Bo Bardi do pensamento à obra construída.
A exposição integra a série Acervo aberto do Instituto Bardi/ Casa de Vidro, criada em setembro de 2017, com a proposta de revelar aspectos pouco conhecidos do universo que envolve a residência e o legado do casal Lina Bo e P. M. Bardi, co-fundador do Masp.
Videos
Vista externa do MASP na avenida Paulista, década de 1980. Crédito Luiz Ossaka. Arquivo do Centro de Pesquisa do MASP
Na década de 1960, momento em que se intensificava a verticalização da avenida Paulista com a construção de grandes prédios comerciais, sede de corporações, empresas e bancos, a grande novidade na paisagem foi a construção do MASP, projeto da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi (1914-1992).
O evento acontecerá no dia 5 de novembro e consistirá em uma série de palestras de arquitetos, historiadores e curadores nacionais e estrangeiros que explorarão o caráter coletivo e a fruição pública que definem a arquitetura do MASP, expressando o posicionamento de Lina diante de questões socioculturais e o papel da arquitetura nesse debate.
O Museu de Arte de São Paulo colocou à venda uma edição limitada de cem cavaletes de cristal projetados por Lina Bo Bardi. Implementados em 1968 e tirados do museu em 1996, os emblemáticos cavaletes foram reformulados pelo escritório Metro Arquitetos e trazidos de volta à galeria do MASP em 2015. Cada unidade custa R$ 10 mil e a arrecadação será revertida para atividades do museu.