Descrição enviada pela equipe de projeto. A obra, que resolve o programa de um club house e spa, se situa nas serras de Córdoba, em Carlos Paz. Sua localização montanhosa condiciona o partido, que propõe harmonizar o conjunto com as vistas para as serras - gerando um resguardo contra os ventos - em uma esplanada central.
A implantação procura considerar as vistas particularmente importantes que o lugar apresenta em meio a uma topografia com desníveis significativos.
O acesso se organiza em uma sequência de espaços. Uma praça semi coberta gera um átrio de chegada com acesso de veículos. Uma série de esbeltas colunas de concreto diluem a estrutura da cobertura do acesso, gerando um bosque artificial que, combinado com uma pérgola metálica, cria um jogo de luzes e sombras sobre as colunas e o piso. Dois planos perpendiculares de pedra ocultam, por um instante, a vista, dando lugar ao hall inferior do edifício. Estes planos fazem alusão à silhueta das serras de Córdoba, vistas à distância. A partir daí o edifício cria perspectivas para o lago e para as serras ao redor.
O partido propõe articular o lugar com o programa, dividindo o projeto em dois setores funcionais. Em corte, o conjunto escalona o programa, organizando as funções em relação aos níveis. O volume superior, como um semi-claustro, se abre às vistas, enquanto que o volume inferior restaura, com sua materialidade rochosa, a encosta da montanha.
No nível superior se localizam os espaços de estar, restaurante e cafeteria, sala de projeções, salão de múltiplo uso, serviços para eventos e também a creche; já no nível inferior estão a academia, spa, piscina coberta e áreas para jovens.
O segundo setor, localizado na planta inferior, se materializa com um muro contínuo de pedra sobre a qual se apoia o restante do programa.
A obra explora as possibilidades expressivas da luz, tema recorrente nas obras do escritório. Esta possibilidade de iluminar os espaços internos de maneira controlada, com luz natural em distintas horas do dia, favorece a diminuição do consumo elétrico do conjunto. Os materiais empregados (concreto aparente, pedra natural, vidro e alumínio) permitem acabamentos com um baixo nível de manutenção e alta qualidade estética.
O partido empregado permite o uso das coberturas do nível inferior como terraços jardins, acessados a partir do nível superior.
A piscina ao ar livre, no plano superior, transborda por um muro de pedra até outra piscina no nível mais baixo; o som da água é usado como recurso característico das montanhas de Córdoba, trazendo uma qualidade particular ao espaço inferior.
No topo da parte superior, o edifício sugere um mirante, um tubo de concreto aberto às visuais da paisagem. Anterior ao topo, um terraço, que faz as vezes de hall externo, vincula dois terraços jardim, um de cada lado. Uma pérgola metálica gera, através do jogo de luz e sombra, texturas em movimento sobre o piso e a parede de concreto.
O edifício articula os espaços com a paisagem, gerando enquadramentos, recortes e vistas que permitem desfrutar o encontro da arquitetura com a natureza em um ambiente característico das montanhas de Córdoba.
Para a construção do edifício foi empregada uma estrutura de concreto armado independente com fundação sobre a rocha existente no local.
Os fechamentos são em alvenaria com revestimento ou em vidro. Nas áreas com exigências acústicas especiais como o SUM, foi empregado DVH.
Os muros de pedra são construídos com restos da produção de pisos de ardósia negra de São Luís. Os pisos externos foram executados neste mesmo material, porém, paginados com peças quadradas.
Os pisos internos são em parquet ou porcelanato rústico de cor cinza, de acordo com os diferentes setores.
Já que o terreno inclinado proporciona coberturas visíveis, adotou-se o uso de terraços jardins, enquanto que as instalações termo mecânicas ficam alojadas em um pátio especial.
Sobre os forros de gesso estão as instalações elétricas e de drenagem pluvial.