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Arquitetos: Amas4arquitectura; Fernando Zaparaín Hernández, Javier López de Uribe, Laya Fermín Antuña Antuña, Eduardo García García
- Área: 10 m²
- Ano: 2003
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Fotografias:José María Díez Laplaza
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Descrição enviada pela equipe de projeto. Este projeto pertence a uma série de obras através das quais pretendia-se questionar a liberdade do espaço como protagonista. Este espaço em branco, em forma de pátios, subtrações ou vazios, articula todo o edifício. A luz é controlada através de aberturas indiretas e singulares. A estrutura é composta por grandes elementos superficiais que são também os fechamentos. Graças a esta acumulação de massa portante, liberam-se grandes panos da fachada em que sombras e transparências agregam valor plástico ao edifício. O concreto, em diferentes tons, permite a continuidade pretendida sobre a qual abrem-se vazios significativos.
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Toda a proposta para a ampliação de Pago de Carraovejas buscava manter as antigas naves nas quais se originou a vinícola - cuja aparência exterior não apresenta nenhuma identidade significativa - envolvendo-as com as novas edificações. A situação do terreno em declive permite que o ciclo do vinho seja feito com ajuda da gravidade, com a descarga da uva no nível superior, a fermentação em um nível intermediário e a produção e despacho na cota mais baixa. Por isso as naves de produção, em concreto branco, emergem e se abrem para a deslumbrante paisagem do castelo de Peñafiel em meio aos vinhedos da propriedade.
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Os edifícios de visitação e administração constituem a imagem exterior da vinícola. Aproveitam a topografia de linhas quebradas que articula várias praças em diferentes níveis. Assim se diferenciam os distintos acessos necessários à atividade. As fachadas são dois planos paralelos, entre os quais existem amplas varandas e balanços que sombreiam os fechamentos de vidro. Estes mirantes longitudinais acompanham e demarcam as vistas, delimitando a paisagem a partir da arquitetura.
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Os diferentes usos se unificaram com o tratamento homogêneo de concreto tingido de tons avermelhados que traz calor tanto para o exterior quanto para o interior do edifício. No concreto utilizou-se um pigmento da Bayer com uma dosagem de 2% de pigmento para a quantidade de cimento misturado na usina. A mesma marca forneceu um estudo para determinar esta proporção. Outro detalhe importante foi a utilização de espaçadores de concreto tingidos da mesma cor, para que não houvessem marcas após desenformado.
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A madeira de carvalho dos barris está por todo o edifício nos forros e nos pavimentos de uso não industrial. Em todo o projeto foram incorporados recursos simples de economia de energia, como espelhos d'água, coberturas ecológicas, aterros de terra natural, telas reguláveis exteriores, paredes grossas e forros ventilados.
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