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Arquitetos: Rintala Eggertsson Architects
- Área: 19 m²
- Ano: 2007
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Fotografias:Ivan Brodey
Descrição enviada pela equipe de projeto. No norte, todos os edifícios de moradia devem ser feitos de um modo sofisticado devido ao clima cada mais contrastante. Além disso, as residências devem ser aquecidas corretamente com energia externa em mais da metade do ano. Portanto, a produção de lares menores provocaria um considerável benefício econômico e ecológico. Hoje em dia a atividade da construção representa mais de um terço da energia e materiais de consumo total, superando o tráfego e transporte.
Isto deveria ser uma questão crucial, especialmente nos países escandinavos onde as pessoas, de acordo com seu crescente poderio, possuem casas cada vez maiores. E na maioria dos casos, elas são como um segundo lar, chamadas de casa de veraneio ou casa de campo.
Boxhome é uma moradia de 19 metros quadrados com quatro cômodos que abrigam as funções básicas da vida: cozinha com sala de jantar, banheiro, sala de estar e dormitório.
Em primeiro lugar, o projeto está centrado na qualidade do espaço, dos materiais e da luz natural, e trata de reduzir a superfície desnecessária. O resultado é uma moradia onde o preço é somente 1/4 do preço de qualquer apartamento do mesmo tamanho na mesma área. Boxhome é uma edificação protótipo, entretanto, a mesma atitude pode estender-se a moradias para famílias maiores e consequentemente aos lugares de trabalho.
Em segundo lugar, parece que possibilitamos o direito de produzir nossos lugares a grupos que procuram principalmente maiores investimentos. A necessidade básica de proteger a família converteu-se em uma grande aventura empresarial. Fazer uma casa simples, depois de tudo, talvez não seja uma tarefa tão difícil que deva ser totalmente abandoada. Por outra parte, o cumprimento das restrições e leis de construção oficiais geralmente parece ser equivalente ao uso dos produtos e serviços da indústria da construção, o que limita ao mínimo as possibilidade de uma mudança e desenvolvimento reais.
Em terceiro lugar, nas sociedades ocidentais atualmente estamos desfrutando da mais alta qualidade de vida jamais conhecida antes. Ao mesmo tempo, estamos plenamente conscientes dos resultados da nossa cultura do consumismo. Aqui reside o maior paradoxo: estamos obrigados a esquecer ativamente a realidade para poder desfrutar do excesso que criamos ao nosso redor.
Por último, e o mais importante, o objetivo tem sido uma pequena casa pacífica, uma espécie de caverna urbana, onde uma pessoa pode descansar, e cada vez que deseje, esquecer a intensidade da cidade que a rodeia por um tempo.