- Área: 1475 m²
- Ano: 2017
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Fotografias:João Morgado
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Fabricantes: Inox design, Normaclo, Ytong
Descrição enviada pela equipe de projeto. O projeto “Jean Jaures” surge da necessidade em resolver uma parcela com uma construção devoluta, idealmente localizada. Criar um conjunto de habitação coletiva com uma identidade própria, por ser um eixo de passagem importante da cidade e assim permitir no panorama desta vila da “periferia Parisiense” situar um edifício modestamente arrojado, esse foi o ponto de partida para a encomenda. O conceito do projeto passou por criar um volume articulado em forma de “L” criando uma confrontação com os arruamentos “a rua Jean Jaures e a rua Jules Ferry”, numa procura de integração na malha urbana e do potenciar de uma ligação volumétrica com os edifícios contíguos.
A volumetria implanta-se sobre um dos limites de propriedade, assumindo uma linguagem marcada pelos volumes das varandas suspensas, essas que dobram sobre o ângulo do edifício, procurando uma sensação de leveza e movimento. Estes elementos de composição foram trabalhados para assumirem e recriarem um caracter urbano mais denso e dimensionado de acordo com o panorama da rua de Jean Jaures. Na rua de Jules Ferry, caracterizada pelas habitações unifamiliares em banda, desenvolveu-se uma decomposição volumétrica, com volumes menos densos, marcados pelas “caixas e pergolas de entrada”, criando volumetrias trabalhadas, de escala reduzida, permitindo uma ligação com a zona envolvente. Também a opção de recuar o edifício permitiu criar jardins sobre a rua, uma “frente verde” numa métrica urbana densa.
A opção dos materiais e cores utilizadas foram o reboco cinzento como fundo, permitindo aos volumes em reboco branco, de sobressaírem. O tipo de guardas em vidro, uma opção fundamental na composição das fachadas, por serem totalmente transparentes, permitiu reforçar as linhas minimalista do edifício. A vegetação, os gradeamentos, de desenho simples fundamentam a escolha de simplificar ao máximo o desenho. Ao nível das zonas comuns a opção de utilizar o vermelho em contraste com o branco, surge de forma a assumir o código cromático e identitário do cliente, criando uma imagem forte que conjugada com a sinalética permitiu estes espaços que transmitem simplicidade e leveza ao projeto.