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Arquitetos: Escobedo Soliz
- Área: 55 m²
- Ano: 2021
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Fotografias:Ariadna Polo
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Fabricantes: AutoDesk, Helvex, Teka
Descrição enviada pela equipe de projeto. O Cupa foi o primeiro projeto de habitação multifamiliar no México e uma das primeiras experiências em habitação de interesse social no mundo. A nível urbano e arquitetônico, o projeto retoma vários princípios do plano diretor utópico da Ville Radieuse proposto por Le Corbusier em 1933, propondo uma nova maneira de lidar com a crescente demanda por moradia na Cidade do México.
O complexo consiste em 1080 unidades habitacionais em cinco tipologias diferentes distribuídas em seis edifícios altos e outros seis mais baixos dentro de uma quadra. O térreo abriga serviços, lojas e equipamentos para os moradores do conjunto. Os edifícios têm um sistema estrutural robusto e modular de vigas e pilares de concreto que evita paredes estruturais e permite grande flexibilidade para reconfigurar o interior das unidades. A designer Clara Porsett participou com propostas de interiores e mobiliário para as 5 tipologias de habitação que poderiam ser incluídas com a compra do apartamento. A encomenda foi feita por um casal com dois filhos que se mudaram para o CUPA há mais de 15 anos. Seu apartamento corresponde à tipologia de "habitação tipo A" com área de 55 m² distribuídos em dois andares. O nível de acesso abrigava a cozinha e a sala de jantar, enquanto e o pavimento inferior contemplava a sala de estar, o dormitório principal, um quarto secundário e o banheiro. Nossa proposta intervém na escada original, propondo uma rota mais curta que permite ganhar mais área no nível de acesso, e mais altura altura para o pé direito do espaço morto embaixo da escada. Essas mudanças permitiram aumentar e construir uma nova sala de jantar, reimplantar a cozinha, e gerar uma lavanderia/despensa.
O espaço sob a escada foi transformado em uma sala de tv/hall. Para resolver a questão de privacidade entre os quartos e para melhorar o espaço de armazenamento no andar inferior, o layout foi reconfigurado através de um grande elemento de carpintaria com espaços de armazenamento que funciona como uma divisória. Ela respeita as diferentes alturas das vigas de concreto, permitindo que passem livremente, melhorando assim a iluminação natural. Para o mesmo fim, algumas das paredes de gesso foram substituídas por paredes de tijolo de vidro. Nos nichos das demais paredes, desenhamos unidades de armazenamento embutidas, como proposto originalmente por Clara Porsett em seu projeto de mobiliário de 1947. As vigas e o teto foram descascados para revelar a textura e a beleza das formas de concreto. A reforma também incluiu um novo esquema de iluminação através da restauração das persianas originais das janelas e um novo reforço de aço galvanizado sob a escada do vizinho que protege o apartamento contra o escoamento constante de água.