Safdie Architects apresentou recentemente o desenho de Quorner, uma nova torre residencial em Quito, Equador. O edifício de 24 pavimentos é uma colaboração com a companhia imobiliária Uribe & Schwarzkopf e se tornará, não somente um dos edifícios mais altos de Quito, mas também o primeiro projeto de Safdie no país.
Considerando que uma obra de arquitetura possa ser fotografada, representada ou simplesmente definida verbalmente, ela também pode ser protagonista de uma obra cinematográfica. Isto fica muito claro em Arquitectura en Corto, um ciclo de curta-metragens sobre inovações e tendências na arquitetura contemporânea.
"A vitalização de vídeos nas redes sociais e dispositivos móveis; custos de produção mais acessíveis e, sobretudo, a necessidade de divulgar e comunicar projetos e processos cada dia mais complexos e inovadores, são algumas das tantas causas que levam a arquitetura a aproximar-se ainda mais desta forma de expressão", explicam Roca Gallery e Technal, organizadores do Arquitectura en Corto.
Basta circular pelas cidades brasileiras, perdendo horas em congestionamentos ou esperando ônibus ou metrôs que passam lotados – ou não existem! – para constatarmos que elas estão longe de alcançar um padrão razoável de funcionamento. E mesmo quem, supostamente protegido por muros, entra muito pouco em contato com as condições precárias que marcam a situação habitacional de milhões de famílias, se assusta com o aumento do número de pessoas morando nas ruas ou a evidência desta precariedade, quando alguma tragédia, como o incêndio no Edifício Wilton Paes de Almeida, ganha as páginas dos jornais e outras mídias. É de se esperar, portanto, que o tema das cidades, e da moradia e do transporte, em particular, estejam presentes nos programas de governo dos candidatos à presidência da República.
NOVA Property Investment anunciou os vencedores do concurso Future Living Space 2018. Respondendo às mudanças paradigmáticas da tecnologia, das redes sociais e do ambiente físico, o concurso convocou projetos para imaginar espaços vivos em 2025. Por meio de temas de conectividade digital, relações interpessoais e inteligência artificial, as propostas exploraram o desenvolvimento urbano, espaços sociais e conexões redefinidas junto ao meio ambiente.
O Núcleo Docomomo São Paulo e o Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo em São Carlos promovem o 6º Seminário Docomomo São Paulo, que acontecerá entre os dias 24 e 26 de setembro no Campus da Universidade de São Paulo em São Carlos.
O 6º Seminário Docomomo São Paulo terá conferências e mesas redondas, com a participação de especialistas convidados, brasileiros e internacionais.
O que há de comum entre dança e arquitetura? Ainda que pareça evidente que estas duas disciplinas andam lado a lado, é difícil explicar como as vivências que experimentamos nos espaços arquitetônicos pela "dança do comum" são guardadas em nossa memória corporal e esta memória não divide as experiências por disciplinas, o que resulta em algo integrado e único. Isso foi experimentado por diversos autores em diferentes décadas e cada vez mais é evidente a inquietude de nossos corpos em explorar de diversas maneiras as edificações que formam as cidades.
Mesmo assim, não deixa de ser surpreendente o resultado da pesquisa dança-arquitetura realizada em diversas ocasiões por trabalhos que exploram as cidades através de suas danças. No entanto, é importante dizer que não se trata de uma atividade meramente contemplativa, pelo contrário, a forma como nos movemos pelas cidades nos fala de uma cultura específica em diversas situações urbanas. Nas palavras da filósofa Marina Garcés: O corpo já não é aquilo que nos amarra ao lugar, mas é a condição para todo lugar. É o ponto zero de todas as espacialidades que podemos experienciar e, ao mesmo tempo, de todos os vínculos que nos constróem, material e psiquicamente.