Mario Cucinella Architects acaba de ganhar um concurso fechado para projetar duas torres multifuncionais em Viena. Situado no 2º distrito da capital austríaca, onde o empreendimento urbano dinâmico “Viertel Zwei” está em obras há algum tempo, o projeto consiste em dois arranha-céus, ambos de diferentes linguagens arquitetônicas e feitos para diferentes propósitos, que conformarão um complexo urbano.
Quando as pessoas descrevem o movimento modernista em sua totalidade, fazem ampla referência aos arranha-céus de aço e vidro que marcam presença no horizonte de muitas cidades, ou mais especificamente, ao Estilo Internacional que surgiu na Europa após a Primeira Guerra Mundial. O Estilo Internacional representou o progresso tecnológico e industrial e um renascimento das construções sociais que influenciariam para sempre a maneira como pensamos sobre o uso do espaço em todas as escalas. Muitas vezes projetados como edifícios politicamente carregados, procurando fazer uma declaração aos governos totalitários, muitos arquitetos que influenciaram o estilo mudaram-se para os Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial, abrindo caminho para alguns dos edifícios e arranha-céus mais icônicos construídos no século XX.
A madeira é um material natural, renovável e pode apresentar baixas emissões de carbono se manejado adequadamente. No entanto, enquanto material de construção, quando submetida a uma força direcional ao longo de sua fibra, a madeira serrada é estruturalmente instável e considerada inadequada para cargas mais elevadas. Em comparação, a madeira laminada cruzada (CLT) — cuja fabricação envolve simplesmente a colagem de várias camadas de madeira com as fibras arranjadas numa trama perpendicular — atinge um nível muito mais alto de rigidez estrutural ao longo de ambos os eixos. Os componentes de CLT devem ter no mínimo três camadas, mas podem ser reforçados com a adição de outras. Simplificando, devido à complexa física envolvida na laminação perpendicular, a resistência da CLT é semelhante à do concreto armado, com desempenho comprovado sob forças sísmicas.
Então, o que há de novo? A madeira já existe há tempo suficiente, e a usamos como material de construção há séculos. Certamente esta não é a primeira vez que alguém percebe que ela fica mais forte quanto mais você a usa. Bem... como era de se esperar, a mudança de popularidade da madeira laminada cruzada na construção coincide com uma maior compreensão e foco nas causas ambientais, mas a relação nem sempre foi positiva.
A 7ª edição do prêmio ArchDaily Brasil Obra do Ano chegou e novamente precisamos da sua ajuda para selecionar os melhores projetos de arquitetura do ano. Ao votar, você passa a fazer parte de uma rede imparcial de jurados reconhecendo os projetos mais relevantes de 2022.
Nas próximas três semanas, a inteligência coletiva de nossos leitores filtrará centenas de projetos de países lusófonos — Brasil, Portugal, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Timor-Leste, Guiné Equatorial, Macau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe —publicados em 2022, selecionando as melhores obras construídas em território de língua portuguesa.
De um universo de centenas de obras publicadas em 2022, os leitores escolherão seus favoritos, dos quais os 15 mais votados passarão à segunda fase do Prêmio.
O Premio Obra do Ano 2023 é oferecido pela Dornbracht, empresa conhecida internacionalmente por seus produtos para cozinhas e banheiros.
O projeto da Suíça para seu pavilhão nacional na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura-La Biennale di Venezia terá curadoria de Karin Sander e Philip Ursprung para explorar as relações territoriais dentro do Giardini de La Biennale. Com o título Vizinhos, o projeto se concentra na proximidade espacial e estrutural entre o Pavilhão Suíço e seu vizinho venezuelano. Ao transformar a própria arquitetura na exposição, o projeto também destaca a ligação entre os arquitetos das duas estruturas: o suíço Bruno Giacometti (1907 - 2012) e o italiano Carlo Scarpa (1906 - 1978). A exposição ficará aberta de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.
A cultura refletida em um material. Os azulejos portugueses narram temas históricos, do religioso ao profano. Conformam a paisagem e os cenários lusitanos ao revestir edifícios, interiores e espaços públicos. E, desta forma, sua expressão segue em constante mudança e adaptação para tecer a ancestralidade mourisca com a contemporaneidade.