A construção do novo Aeroporto Internacional Techo em Phnom Penh, Camboja, projetado pela Foster + Partners, está em andamento. O projeto, localizado a 20 quilômetros da capital do Camboja, busca inspiração na arquitetura vernacular da região, procurando oferecer soluções de projeto adequadas em resposta ao clima tropical. O projeto, realizado após um concurso internacional, inclui o masterplan para uma nova cidade aeroportuária, além do novo edifício do terminal.
Em um terreno que também abriga o Centro Olímpico Esportivo, o complexo dos Jogos Asiáticos de 2023, a UNStudio divulgou o projeto do novo Hiwell Amber Centre, um complexo de quatro torres planejadas para oferecer uma mistura de escritórios, apartamentos, hotéis, espaços de arte e comércio ao centro da cidade de Hangzhou, China. Respondendo ao rápido crescimento econômico e cultural da região, o novo empreendimento tem como objetivo oferecer uma ampla gama de serviços para residentes e visitantes. Para se abrir à cidade, a fachada de vidro lisa das torres revela uma estrutura semelhante a uma tapeçaria que envolve as praças e os espaços cívicos, criando uma "sala de estar urbana".
Para além de sua funcionalidade primária, as coberturas são um dos elementos mais fundamentais na estética de um edifício, podendo assumir diferentes formas, compostas por variadas estruturas e vedadas por diversos materiais. Mas, para além da estética, as coberturas precisam atender às condições climáticas de onde estão localizadas, considerando as mudanças periódicas em relação à chuva, sol e ventos.
O primeiro campus do Google, projetado pelo BIG — Bjarke Ingels Group e o Heatherwick Studio em colaboração com as equipes de arquitetura e engenharia do Google, foi inaugurado no Vale do Silício. A missão do campus é criar um espaço centrado no ser humano para o futuro do local de trabalho do Google, além de definir novos padrões globais de sustentabilidade para construção e modelos de escritórios. O local pretende operar inteiramente com energia livre de carbono até 2030; integrando o sistema de estacas geotérmicas mais extenso da América do Norte, positivo para a rede de água. O campus também inclui 6,7 hectares (17 acres) de áreas verdes privilegiadas, incluindo prados úmidos, bosques e pântanos.
Meios transparentes possibilitam a passagem de luz sem que haja dispersão da mesma. Os meios translúcidos, por sua vez, são aqueles que permitem a passagem da luz, mas de forma irregular, e parte dela se dispersa e não permite que enxergamos com total nitidez através deles.Superfícies translúcidas funcionam como véus, revelam sem devassar, e borram, literalmente, o contato entre interior e exterior. Na arquitetura, este é um efeito utilizado em muitos projetos. Das fachadas características de Steven Holl, ao IMS de São Paulo, passando por diversos outros exemplos pela arquitetura mundial, essa translucidez pode ser conseguida com vidros especiais, acrílicos ou outros plásticos. Mas um material que intrinsecamente entrega este efeito é o policarbonato, que pode ser utilizado em uma infinidade de casos, de paredes a claraboias, e nos mais diversos programas.
Após vencer um concurso internacional em 2018, o escritório norueguês Snøhetta e a ECADI foram contratados para projetar uma nova biblioteca em Pequim. Apelidado de "floresta do conhecimento", o equipamento define novos padrões para projetos de biblioteca tradicionais, empregando tecnologia de ponta e materiais de origem local.
Mais simples de construir, porém menos comuns que os tradicionais telhados de duas águas, as coberturas de apenas uma água - ou meia água, como são conhecidas em alguns lugares no Brasil - são conformadas por um único plano inclinado, responsável pelo escoamento das águas pluviais.
Pesquisadores apontam os Jardins Suspensos da Babilônia como os primeiros exemplos de telhados verdes. Ainda que não exista comprovação de sua localização exata e pouquíssima literatura sobre a estrutura, a teoria mais aceita é que o rei Nabucodonosor II construiu uma série de terraços elevados, ascendentes e com espécies variadas como presente à esposa, que sentia falta das florestas e montanhas da Pérsia, sua terra local. Segundo Wolf Schneider [1] os jardins eram sustentados por abóbadas de tijolos, e sob eles, existiam salões sombreados e refrigerados pela irrigação artificial dos jardins, com uma temperatura muito mais amena que o exterior, na planície da Mesopotâmia (atual Iraque). Desde então, exemplos de coberturas verdes apareceram por todo mundo, de Roma à Escandinávia, nos mais diversos climas e tipos.
Ainda assim, a solução de inserir plantas na cobertura ainda é vista com desconfiança por muitos, como uma solução custosa e difícil de manter. Outros, no entanto, defendem que os custos elevados de implantação são amortizados rapidamente com economias na climatização e que, principalmente, ocupar a quinta fachada da edificação com vegetação é uma saída, antes de tudo, racional. De toda a forma, fica a dúvida de como os telhados verdes podem realmente ajudar nas mudanças climáticas.
Nos últimos anos, as telhas metálicas têm ganhado cada vez mais espaço em projetos arquitetônicos, da escala industrial à residencial, sobretudo quando existe a necessidade de aliviar as cargas sobre a estrutura ou a presença de grandes vãos. Na arquitetura residencial, a solução pode ser uma alternativa às tradicionais telhas cerâmicas por apresentar baixo custo, rápida instalação e uma considerável variedade de tipos e modelos disponíveis no mercado.
Sombra e ventilação contínua são alguns dos benefícios que uma cobertura elevada pode proporcionar. Esta é uma estratégia de condicionamento climático que proporciona o resfriamento e combate a umidade, por isso, muitas vezes arquitetos e arquitetas brasileiros optam por tal solução ao lidar com o clima tropical.
https://www.archdaily.com.br/br/961645/coberturas-descoladas-do-volume-condicionamento-climatico-em-13-projetos-brasileirosEquipe ArchDaily Brasil
Dominique Perrault Architecture venceu o concurso para projetar a nova cobertura retrátil da quadra de tênis Suzanne Lenglen. Melhorando a experiência do público no “Aberto da França”, a “intervenção arquitetônica não só cria uma cobertura mas propõe um conjunto de grande envergadura cuja silhueta dialoga tanto com a paisagem local como com a arquitetura do edifício existente”.
Quando falamos em áticos e sotãos, é comum associarmos a espaços habitacionais - em residências e edifícios - subutilizados, como depósitos ou destinados exclusivamente a abrigar sistemas de infraestrutura. No entanto, ao pensarmos no atual reaproveitamento dos tradicionais áticos dos edifícios parisienses do século XIX em moradias, percebemos que estes espaços podem ser reimaginados e com criatividade abrigar espaços residenciais surpreendentes.
Ao imaginar a cobertura de um edifício ganhando uso, dificilmente se pensa nas residências unifamiliares. Tornar habitável o último nível das construções nem sempre é uma opção ou destacado como uma possibilidade, assim, perde-se a oportunidade de criar espaços de contemplação e encontro, que permitem uma relação maior com o exterior e o próprio clima. Aqui reunimos 13 exemplos de terraços realizados em casas brasileiras que demonstram como este espaço pode ser utilizado independente de seu tamanho.
https://www.archdaily.com.br/br/947513/casas-brasileiras-13-terracos-que-ampliam-a-conexao-com-o-exteriorEquipe ArchDaily Brasil
Com a arquitetura vernacular como inspiração, Kathryn Larsen é uma biodesigner que trabalha com algas marinhas. Ao longo de sua carreira, ela tem feito uma investigação intensiva sobre tal material que há séculos é utilizado ao redor do mundo e já comprovou ter resistência à podridão e ao fogo, ser livre de composições tóxicas, com características de isolamento comparáveis à lã mineral e possuir um enorme aporte sustentável. Sua pesquisa busca trazer tal componente para o desenvolvimento de pré-fabricação e outras tecnologias que permitem a criação de novos revestimentos e outros elementos, tais como mantas isolantes e painéis acústicos.
Durante o último Festival do Design Indaba, tivemos a oportunidade de entrevistar Kathryn. Leia a entrevista e saiba mais sobre seu trabalho abaixo.
À medida que cresce a preocupação com a contribuição dos combustíveis fósseis ao aquecimento global, a energia solar é uma fonte de energia cada vez mais atraente devido às suas emissões zero e suprimento infinito. À medida que os construtores passam a incorporar sistemas de energia solar em seus projetos, muitas opções estão disponíveis para aproveitar a energia do sol em instalações comerciais e industriais. Enquanto o curso da AEC Daily sobre "O bom, o mau e o feio" (The Good, the Bad, & the Ugly) dos sistemas solares fotovoltaicos possa não ser um espaguete ocidental dos anos 60, ele o guiará pelo oeste selvagem dos processos e opções de instalação.
O funcionamento das telhas solares, ou telhas fotovoltaicas, acontece da mesma forma que os painéis fotovoltaicos, já bastante utilizados na construção civil. A diferença está na montagem, já que essas fazem parte da construção do telhado desde seu início, ou seja, são projetadas em conjunto à nova cobertura enquanto os painéis são parafusados em uma cobertura existente.
As telhas são compostas por células fotovoltaicas que, no momento em que recebem luz solar, criam um campo elétrico capaz de fornecer energia elétrica para ser utilizada no interior da construção, já que as placas fotovoltaicas são conectadas através de cabos elétricos até o quadro de força.
Ocupar a cobertura das edificações é um feito milenar, no entanto, apenas com o movimento moderno e os cinco pontos da arquitetura de Le Corbusier é que a "quinta fachada" começou a ser explorada em todo o seu potencial. Pilotis, planta livre, janela em fita e fachada livre elementos estruturais se uniam ao uso da cobertura como jardim para constituir as diretrizes para a nova arquitetura. O modernismo enquanto linguagem universal ruiu, mas permanecem na arquitetura contemporânea vários de seus preceitos.