A translucidez, em sua essência, é uma propriedade óptica que permite a passagem total ou parcial da luz através de materiais, sem proporcionar uma visão clara dos objetos por trás deles. Apesar de sua aparente simplicidade, essa propriedade tem aplicações fascinantes no campo arquitetônico, gerando propostas atraentes e poderosas que brincam com a luz sem obstruir as vistas.
Tradicionalmente, as chapas de vidro têm sido o material simbólico associado à transparência, comumente usado na fabricação de portas e janelas. No entanto, avanços tecnológicos na produção e a exploração de materiais inovadores têm ampliado significativamente as oportunidades de aproveitar essa propriedade em aplicações tanto interiores quanto exteriores. Esses avanços desafiam limitações preconcebidas e incentivam a criatividade no desenvolvimento de propostas arquitetônicas inovadoras.
https://www.archdaily.com.br/br/1013529/vendo-atraves-das-camadas-materiais-translucidos-na-arquiteturaEnrique Tovar
Projetada pela Powerhouse Company, a Baan Tower começou a ser construída no bairro remodelado de Baan, em Roterdã, Países Baixos. A torre residencial pretende oferecer uma arquitetura sustentável focada no bem-estar dos moradores, dizem os idealizadores. Após a conclusão, o arranha-céu abrigará 427 apartamentos disponíveis para aluguel. Sete anos após o início do projeto, a proposta recentemente recebeu a licença de construção e a expectativa é que seja finalizado até 2026.
Após mais de duas décadas em construção, o Perelman Performing Arts Center abriu ao público em 19 de setembro de 2023. O cubo luminoso foi projetado pelo escritório de arquitetura REX, liderado por Joshua Ramus, para se tornar um importante destino cultural da cidade de Nova York e a peça final do masterplan para a reconstrução da área de 6 hectares onde antes ficava o World Trade Center. A temporada inaugural contará com estreias mundiais, coproduções e trabalhos colaborativos de teatro, dança, música, ópera, cinema e muito mais. Com apenas oito pavimentos de altura, o projeto se destaca por sua fachada monolítica composta por placas de mármore português translúcido.
No competitivo mundo dos restaurantes — especialmente em um momento no qual os influenciadores estão ganhando cada vez mais controle sobre a esfera da alta gastronomia — criar uma experiência memorável de refeição é crucial para atrair e reter clientes. Enquanto fatores como qualidade da comida e serviço desempenham papéis cruciais para fazer com que os clientes voltem ao restaurante de sua escolha, o impacto que os interiores podem ter na longevidade do estabelecimento não deve ser negligenciado. Entre os vários elementos que contribuem para uma atmosfera memorável, a cor se destaca.
Quando se pensa em mármore, muitas vezes o associamos a esculturas gregas antigas, arquitetura clássica ou ao Renascimento italiano. Marcos monumentais, como a Basílica de São Pedro ou o Taj Mahal, posicionaram o mármore como um material de elite e atemporal, que resiste ao tempo. Nas discussões atuais sobre o futuro dos materiais de construção, em meio à sustentabilidade, viabilidade e acessibilidade, a pedra natural permanece em um lugar de destaque. Neste artigo, analisamos o mármore entre o passado, presente e futuro.
O Pavilhão alemão de Mies Van der Rohe e Lilly Reich para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929 é conhecido como o edifício moderno que mais foi escrito sobre. Mas não importa quantas vezes o pavilhão seja redesenhado para análise, sempre existem novos ângulos para interpretá-lo. Identificar sua capacidade de redefinir a imagem alemã, enquanto genuinamente introduzindo novas estratégias que continuam presentes nos projetos de arquitetura contemporânea são dois elementos-chave das intenções dos arquitetos por trás de sua estratégia projetual.
'Temos que nos afastar da frieza do funcionalismo. É um erro acreditar que, para entender o problema da arquitetura moderna, é suficiente reconhecer uma necessidade de soluções racionais. A beleza na arquitetura, que é uma necessidade e finalidade para o nosso tempo e para períodos anteriores, não pode ser alcançada, a menos que possamos ver além da simples utilidade quando construímos.' - Mies van der Rohe
Das esculturas de Michelangelo, às estruturas dos templos gregos, interiores de castelos, palácios e chegando ao icônico Pavilhão de Barcelona de Mies van der Rohe, quando abordamos a história da arquitetura e escultura, é inevitável falarmos do mármore. Originado a partir de uma reação química do calcário quando exposto a pressão e temperaturas muito altas durante milhares de anos, este nobre material é uma rocha metamórfica geralmente encontrada em regiões onde houve atividade vulcânica. Sua extração, por si só, já é um espetáculo.
Um dos ambientes mais práticos e funcionais de qualquer projeto residencial é a cozinha. A bancada, por sua vez, abriga os principais equipamentos desse espaço. Logo, é fundamental que seja feita com o material mais resistente e higiênico. Além destes requisitos é importante atentar à estética e ao custo benefício. Outro ponto importante é adequá-las à dinâmica da família.
Para aqueles com US$145 mil escondidos debaixo da cama, Zaha Hadid Architects projetou e lançou recentemente a Cadeira Lapella, dando continuidade às suas “investigações em estrutura e tectônica, reinterpretando a icônica poltrona de 1963 desenhada por Hans J. Wegner”.
Feita de mármore italiano, a Lapella mantém as proporções, a escala e a inclinação da cadeira original, ao mesmo tempo em que introduz “técnicas contemporâneas de trabalho em pedra e compostos de fibra de carbono”.
'Carrara Robotics' foi apresentada no ano de 2014 por Jelle Feringa (Odico) e Lucas Terhall (Hyperbody), e nos mostra um robô que corta o mármore com tal flexibilidade e liberdade de movimento que cria formas únicas de grande beleza. O robô utiliza a tecnologia de corte abrasivo e através de um software permite cortar o mármore e diferentes tipos de espuma, entregando como resultado peças de alta complexidade geométrica.
https://www.archdaily.com.br/br/874863/este-robo-corta-o-marmore-e-cria-formas-espetacularesAD Editorial Team
Revisitando o Museu MAXXI de Arte em Roma e o Centro Heyder Aliyev em Baku, de Zaha Hadid, juntamente com a exploração do escritório com materiais e composições, Boffi_Code Kitchen é uma ilha de cozinha personalizada criada por Zaha Hadid Design e Boffi, uma empresa italiana de móveis fundada em 1934.
"Boffi_code oferece personalização aos mais altos padrões, adaptando soluções individuais com materiais selecionados, acabamentos e armários", explica Zaha Hadid Design. "A cozinha Boffi_Code por Zaha Hadid Design casa detalhes excepcionais e design funcional, materiais cuidadosamente escolhidos e artesanato tradicional."
https://www.archdaily.com.br/br/872093/zaha-hadid-design-divulga-projeto-de-ilha-para-cozinhasOsman Bari
Matthew Simmonds, historiador de arte e escultor, é conhecido por ter criado espaços em miniatura excepcionalmente belos através de escavações em pedras - alguns dos quais já foram publicados em nossa página. Seu trabalho explora "formas positivas e negativas, o significado da luz e da escuridão e a relação entre natureza e esforço humano." Aqui, compartilha conosco quatro trabalhos recentes: Ringrone (2016, 61cm de altura), Corona (2016, 30cm de altura), Ararat: Study II (2016, 20cm de altura) e Tetraconch (2015, 31cm de altura).
A edificação implanta-se na margem norte do Grand Canal de Veneza, e a fachada de mármore esculpida evidencia seu esplendor original. O Palazzo Santa Sofia — ou o Ca D'Oro (Casa do Ouro) — como também é conhecido, é um dos exemplos mais notáveis da arquitetura gótica tardia veneziana, que combinou elementos existentes na arquitetura gótica, mourisca e bizantina em uma estética única, que simbolizava o império mercantil cosmopolita da República Veneziana. Construído para servir como residência do rico empresário e político veneziano Marin Contarini, o palácio passou por um grande número de proprietários e renovações durante sua vida útil antes de finalmente tornar-se um museu para a pintura medieval e escultura. [1]