Aos 60 anos, Brasília continua chamando a atenção. Ninguém parece ficar indiferente aos defeitos e qualidades da primeira cidade contemporânea a se tornar Patrimônio Cultural da Humanidade. No aniversário da capital brasileira, escolhemos falar da caminhabilidade, para mostrar que as polêmicas sobre a falta de urbanidade têm razão de ser.
Luanda, Angola. Imagem de mbrand85, via Shutterstock
Este artigo é um exercício de observação e análise das diferentes formas de ocupação e uso do solo em tecidos urbanos informais ou autoproduzidos nos arredores de Luanda, e sua relação com o centro urbano consolidado da capital angolana.
Os megadados, também chamados de dados massivos, dados em grande escala ou simplesmente big data (terminologia usualmente utilizada em espanhol ou inglês) é um termo que faz referência aos conjuntos de dados que, por sua dimensão e complexidade, requerem aplicativos informáticos para seu processamento. Em relação ao urbanismo, a copilação e gestão de dados, junto ao desenvolvimento de novas plataformas e conjuntos de ferramentas para sua interpretação, deu início a uma nova era no que diz respeito à análise da forma urbana, habilitando novos recursos para compreender, avaliar, supervisionar e gestionar a morfologia e a evolução das cidades.
via Cities for Play. Designing Child Friendly High Density Neighbourhoods
Cities for Play é um projeto cujo objetivo principal é de inspirar arquitetos, urbanistas e planejadores urbanos a criarem cidades estimulantes, respeitosas e acessíveis às crianças.
Natalia Krysiak é uma arquiteta australiana que acredita que as necessidades das crianças devem ser colocadas como ponto central no desenho urbano para assegurar comunidades resilientes e sustentáveis. Em 2017, criou Cities for Play que estuda exemplos de cidades que se preocupam em proporcionar ambientes que são capazes de promover a saúde e o bem-estar (físico e emocional) das crianças com foco nas brincadeiras e na "mobilidade ativa" de espaços públicos.
Praça Raul Soares, Belo Horizonte. Foto de Luiz Felipe Silva Carmo, via Unsplash
O planejamento urbano é uma ferramenta valiosa para líderes municipais alcançarem o tão almejado desenvolvimento sustentável. Ajuda-os a formular objetivos de médio e longo prazo que reconciliam uma visão coletiva com uma organização racional de recursos para alcançá-la.
Se pensarmos em uma cidade como um organismo vivo, o que podemos aprender da natureza sobre como gerenciar um sistema tão complexo? Podemos aplicar ideias da biologia para construir cidades melhores e mais sustentáveis? E se sim - quais poderiam ser essas ideias?
O emocionante campo do bio-urbanismo tenta responder a essas perguntas explorando a interseção entre as cidades e o mundo natural ao nosso redor.
SAAU'20 - Semana Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo do UNIESP. Fonte: NUCOM - Núcleo de Comunicação UNIESP
Curso de Arquitetura e Urbanismo do UNIESP promove a SAAU’20, Semana Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo.
O evento será realizado entre os dias 13 e 17 do mês de abril. O tema deste ano está voltado para o debate acerca da nossa arquitetura, com o título “Do vernacular ao contemporâneo – rumos da arquitetura latino-americana. O objetivo principal deste evento é aprofundar o debate sobre o processo de descolonização, perpassando pelo fortalecimento dos saberes vernaculares como das inovações tecnológicas, à concepção e produção projetual no campo disciplinar da arquitetura e do urbanismo, do Nordeste, do Brasil e da América Latina. Para
A partir da segunda metade do século XX, o Brasil ficou reconhecido mundialmente pela insegurança nas cidades. Desde então, o problema se intensificou, com taxas de homicídio bastante elevadas — comparadas, em muitos casos, a países em guerra. Em 2018, 17 cidades brasileiras constavam entre as 50 cidades mais perigosas do mundo.
https://www.archdaily.com.br/br/934485/como-a-violencia-urbana-moldou-as-cidades-brasileirasPaulo Sa Vale
Smart Cities, ou as cidades inteligentes, estão cada vez mais em evidência, mas dificilmente sabemos descrever exatamente o que são.
Seriam cidades que conseguem adotar, de forma descentralizada, o conjunto de novos aplicativos de diversos provedores voltados a serviços urbanos que cada vez mais estão presentes no nosso dia a dia?
Ou então aquelas que contratam uma grande empresa para gerenciar e monitorar todos os serviços urbanos da cidade, como um grande centro de comando?
Parque Yanweizhou, cidade de Jinhua, China. Fonte: Turenscape (https://www.turenscape.com/en)
Curso teórico e prático de Projeto Urbano de Infraestrutura Verde. Através de um estudo de caso e desenvolvimento de um projeto em grupo, os alunos aprendem os principais conceitos e ferramentas para utilização da Infraestrutura Verde.
Aula 1 - sábado dia 21.03.2020 Aula 2 - sábado dia 28.03.2020 Aula 3 - sábado dia 04.04.2020 (Das 09h as 16h - Carga horária - 18 horas)
*INFRAESTRUTURA VERDE - Paisagem de alto desempenho enquanto rede de infraestrutura urbana: - Serviços Ecossistêmicos e Desenvolvimento Urbano de Baixo Impacto; - Estudo de caso de projetos de Infraestrutura Verde.
*MANEJO DAS ÁGUAS URBANAS - Introdução aos projetos
CHAMADA PARA A DÉCIMA TERCEIRA EDIÇÃO DA REVISTA PIXO
Em conjunto com o 2019 IAPS Symposium Ageing in Place in a World of Inequalities: How to Design Healthy Cities for All que aconteceu de 27 à 30 de Novembro de 2019 no Brasil, na cidade de Pelotas, promovido pela IAPS Environment and Gerontology Network, com apoio do, Projeto PlaceAge, Laboratório de Estudos Comportamentais da UFPel e Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFPel, está aberta a chamada para a décima terceira edição da PIXO – revista de arquitetura, cidade e contemporaneidade com a temática ENVELHECER NO
Inteligência lógica. Image Cortesia de Equipe de projeto
Vencedor do Concurso Nacional de Ideias promovido pela Prefeitura de Fortaleza no ano de 2018, o projeto apresenta a requalificação de espaços públicos, datados do início do século passado, com o objetivo de torná-los convidativos e firmar um parque urbano contemporâneo de caráter patrimonial no centro da cidade, com ênfase especial na dimensão social e na memória do Parque da Liberdade como Cidade das Crianças e sua conexão com a Praça do Sagrado Coração de Jesus.
Tóquio é uma cidade caótica, no sentido de não ter se desenvolvido a partir de um planejamento urbano coordenado para toda a cidade. No século 18, já tinha cerca de 1 milhão de habitantes, em uma configuração onde a maioria da população vivia em condições semelhantes às favelas brasileiras da atualidade. Os densos subúrbios de Tóquio lembram as periferias brasileiras, com construções baixas mas próximas umas das outras, em terrenos estreitos e com uma ampla diversidade de usos. Além disso, Tóquio apresenta uma multiplicidade de tipologias arquitetônicas, diferentes meios de transporte dividindo o mesmo espaço e, não diferente das cidades brasileiras, outdoors e fios elétricos aparentes destoando na paisagem urbana.
Vista aérea de Houston. Cortesia de Caos Planejado
Embora seja sabido que o urbanismo convencional americano leva ao espraiamento excessivo, vale a pena lembrar que, no fim das contas, a extensão real da expansão horizontal das cidades está muito além do alcance do controle do planejamento urbano.
17 x 17. Imagem: Cortesia de Sharon Figueroa / Camilo Amézquita (Colectivo Microurbanismo)
O urbanismo tático, prática que vem ganhando destaque nos últimos anos, tem se mostrado uma estratégia atrativa para coletivos ativistas, arquitetos, urbanistas e designers ao redor do mundo por propor, a baixo custo e numa micro-escala, intervenções urbanas pontuais na intenção de promover o direito à cidade. Essa maneira de se pensar espaços públicos na cidade busca atuar por uma lógica não-hierárquica, na qual a sociedade civil (em colaboração ou não com o Estado e/ou empresas privadas) propõe alternativas ao processo tradicional de projeto na esfera urbana.
A abrangência do termo Direito à Cidadepode dificultar seu entendimento, e sua complexidade exige do leitor uma visão ampliada das questões urbanas, indo além do escopo da arquitetura e compreendendo, necessariamente, aspectos sociais, históricos, culturais, econômicos, políticos, de gênero e raça. A sobreposição dessas - e de várias outras - variáveis no território urbano pode ser o ponto de partida para abordar a noção de direito à cidade.
A gentrificação vem sendo um dos principais pontos de debate sobre o projeto que pretende transformar o Minhocão em um parque linear. Imagem: Felipe Rodrigues
Os processos de transformação e desenvolvimento das cidades podem, muitas vezes, acarretar efeitos colaterais ou imprevistos quando o caráter desses movimentos é autônomo e não planejado. Esses resultados nem sempre são positivos, e podem representar o desencadeamento de fenômenos como a gentrificação, que pode se tornar um verdadeiro problema social, prejudicando diretamente a população de menor renda. Apesar disso, também é evidente que algumas transformações usualmente relacionadas a tal fenômeno podem significar melhorias e reativação de espaços subutilizados nos centros urbanos, e o limiar entre esse cenário enquanto virtude ou problema é um contínuo tema de debate entre arquitetos e urbanistas.
Conceber a espacialidade do espaço público e distribuir o seu programa para a população é um dos maiores desafios de arquitetos e urbanistas. Urbanizações, parques e praças são alguns dos tipos de intervenção que estes profissionais se deparam para conceber lugares de uso democrático e que, muitas vezes, podem se tornar símbolos da cidade. Para ilustrar estes projetos, reunimos dez exemplos brasileiros que exploram diferentes contextos e escalas.