Há quinze anos, iniciamos o Prêmio Building of the Year do ArchDaily com o intuito de que nossos leitores selecionassem seus projetos favoritos do nosso banco de dados. Desde então, vocês transformaram o prêmio em um dos mais democráticos e influentes no campo da arquitetura e do urbanismo. Ano após ano, a opinião coletiva destaca a excelência arquitetônica abrangendo diversas culturas, economias e paisagens em todo o mundo.
Ao refletirmos sobre a última edição do nosso prêmio, percebe-se muito claramente que este ano não é exceção à regra. Os 75 finalistas já mostraram uma variedade de estruturas excepcionais, servindo como um testemunho do poder da inteligência coletiva na curadoria de uma mostra de engenhosidade arquitetônica que ressoa com o espírito de nosso tempo. Então, sem mais demora, conheça SEUS vencedores.
O Prêmio Building of the Year do ArchDaily é apresentado a você graças à Dornbracht, marca renomada no meio arquitetônico, com peças que podem ser encontradas internacionalmente em ambientes como banheiros e cozinhas.
A partir dessa condição, surgem as duas ideias principais do projeto: (1) a quebra do prisma retangular convencional para essa tipologia, curvando suas fachadas e afastando-se o máximo possível do galpão existente para suavizar a grande diferença de altura entre as construções e seus volumes. (2) A busca por uma cobertura com uma linguagem têxtil que dialogasse com a preexistência original, explorando neste caso o conceito de transparência e opacidade dos tecidos.
Uma "floresta arquitetônica" de 32 árvores em Xangai, projetada por Koichi Takada Architects, foi construída para servir como um espaço comercial em evolução e símbolo de um futuro que devolve a natureza às nossas cidades.
O volume é baseado em uma malha de 8,4 x 8,4 metros com pilares de concreto reforçado com aço projetados para resistir a eventos sísmicos significativos. As colunas circulares e os funis mecânicos redondos formam uma paisagem arquitetônica no nível do solo. As formas redondas desses elementos estruturais suavizam a transição entre luz e sombra e criam um ambiente iluminado e seguro ao remover a divisão acentuada entre claro e escuro.
As paredes curvas de barro abraçam o terreno fazendo com que as salas de aula pareçam absorver a natureza, eliminando a fronteira entre o interior e o exterior. Graças ao espesso sistema de paredes de terra e às grandes janelas e claraboias, a ventilação é garantida. Iluminação suficiente e circulação de ar fazem com que a escola pareça uma entidade natural.
O Centro de Diabetes Steno Copenhagen redefine a forma como percebemos a doença e a saúde, pois utiliza a ciência por trás da combinação de arquitetura com a natureza, não apenas para tratar, mas também para prevenir e educar. Projetado em cooperação com os usuários, o hospital incorpora materiais quentes, fluxos estratégicos e luz natural. Ele é organizado ao redor de um grande jardim de dois andares com seis pátios menores e exuberantes, além de um jardim público na cobertura.
A localização do projeto possui duas características ocultas que não podem ser claramente percebidas se o terreno não for percorrido. São elas a leve inclinação do lote e suas árvores altas. O objetivo do projeto é, portanto, enfatizar essas características do local.
Chuzhi é um projeto que ajuda a entender o que pode ser construído em locais geralmente considerados “inadequados”. O proprietário estava em apuros, pois havia lotes indesejados nas bordas do empreendimento caracterizados por uma topografia rochosa íngreme, árvores enormes e vegetação densa, tornando as pessoas relutantes em escolhê-los, pois a área edificável parecia menor.
Nosso projeto liberta as habitações urbanas de várias unidades dos protocolos tradicionais. Envolvemo-nos com o que torna a cidade mais habitável: diálogos com o exterior e diálogos uns com os outros.
Construída em um antigo complexo têxtil em Ahmedabad, a nova fábrica da Mallcom produz EPIs (equipamentos de proteção individual). O projeto adota uma abordagem holística que equilibra as necessidades do setor de manufatura com as realidades sociais, econômicas e ambientais da Índia atual.
O espaço de 44 metros quadrados foi projetado para ser facilmente reorganizado com base no conteúdo em constante mudança e expansão. No meio do espaço, há uma ilha suspensa, projetada sob medida, que pode ser elevada por uma polia para criar espaço para apresentações ou reuniões do clube do livro.
As funções do edifício são definidas como experiências ao longo da trilha na montanha que sobe o edifício. Os degraus vão ficando mais estreitos e íngremes a cada andar, como se estivesse subindo uma montanha. Os andares inferiores são caracterizados por tons terrosos e formas pesadas, enquanto os andares superiores seguem temas de florestas, lagos, nuvens e ar rarefeito na fronteira com o espaço. Este projeto não inclui apenas locais de trabalho, inclui também uma área de conferências, bar, cantina, laboratório, oficinas, estúdios, jardim no terraço, biblioteca e um espaço expositivo.
Localizada ao lado da Ópera Real Dinamarquesa, a área era um modesto gramado verde desde a conclusão da ópera há quase 20 anos. Atualmente, totalmente transformada, a ilha, que era primordialmente destinada ao desenvolvimento habitacional, agora abriga uma paisagem diversificada e natural. Chamado de Parque da Ópera, este novo espaço público à beira do porto cria um contraponto verde para a densamente construída área interna do porto de Copenhague.
O partido adotado desdobra-se segundo a relação entre espiritualidade, natureza e comunidade. A espiritualidade comunica-se na religião católica através de seus ritos, celebrações e signos sagrados. O sentido de sagrado permanece e renova-se no contato sensível da natureza, que evoca a presença divina e a integração com o cosmos.
A mistura ficou conhecida como técnica Chilote/Alemã por seu local de origem, caracterizada pela engenhosa carpintaria de madeira e telhados e fachadas com telhas de Alerce. Além disso, existem algumas conexões que unem a região de Auvergne-Rhône-Alpes com a Patagônia Norte chilena.
Os edifícios na vida cotidiana estão frequentemente enraizados no ambiente urbano e integrados a todos os aspectos da vida. Eles podem ser encontrados de forma onipresente e muitas vezes são negligenciados. Por exemplo, beirais que fornecem abrigo durante a chuva, paredes que fornecem sombra durante o verão e guias de calçada que se transformam em assentos para o descanso. Portanto, ao examinar o projeto arquitetônico, o cenário mais ideal é integrar seres humanos, formas materiais de design e elementos naturais no mesmo contexto, fazendo com que se misturem entre si e moldem juntos o tema e a alma do espaço.
Mais uma vez, obrigado por fazer parte do Prêmio Building of the Year. Sua participação e apoio foram inestimáveis para o sucesso da iniciativa. Agradecemos sinceramente seu compromisso em celebrar a melhor arquitetura do mundo.
Cita: Hernández, Diego. "Os 15 vencedores do prêmio ArchDaily Building of the Year 2024" [The 15 Winners of the 2024 ArchDaily Building of the Year Awards] 23 Fev 2024. ArchDaily Brasil. (Trad. Ghisleni, Camilla) Acessado 3 Abr 2025. <https://www.archdaily.com.br/br/1013652/os-15-vencedores-do-premio-archdaily-building-of-the-year-2024> ISSN 0719-8906