
Carolina Maria de Jesus e Clarice Lispector estão entre as mais relevantes escritoras brasileiras do século XX. Este ensaio é uma análise sobre as representações que as envolvem e, principalmente, um gesto que complexifica a comparação entre as duas, traçando uma reflexão sobre corpo e cidade, de um ponto de vista interseccional.
Em matéria para a revista Manchete, Paulo Mendes Campos escreve sobre “A autora mais cara do ano”, Clarice Lispector, após ter publicado seu livro “A maçã no escuro” em 1961, endossando sua posição de relevo e prestígio no cenário da literatura brasileira. Mendes Campos termina a matéria narrando um “esplêndido diálogo” entre Clarice e Carolina Maria de Jesus, escritora favelada de sucesso espantoso por seu diário publicado, “Quarto de despejo”.






