No dia 21 de novembro de 2025, ocorreu o encerramento da 30ª Conferência das Partes (COP), a reunião anual dos Estados-membros das Nações Unidas dedicada à negociação de acordos internacionais sobre o clima e à avaliação do progresso global na redução de emissões. Nesta edição, o evento foi realizado em Belém, no Brasil — uma cidade portuária com menos de 1,5 milhão de habitantes, amplamente reconhecida como porta de entrada para a região do baixo Amazonas. Criadas em 1992, as Conferências do Clima da ONU (ou COPs) são um fórum internacional de tomada de decisão multilateral que envolve 198 “Partes” (197 países, a depender das definições, além da União Europeia). Seu objetivo central é avaliar os esforços globais para cumprir a meta principal do Acordo de Paris: limitar o aquecimento global ao mais próximo possível de 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. O evento reúne líderes e negociadores dos países-membros, representantes do setor privado, jovens, cientistas do clima, povos indígenas e diversos segmentos da sociedade civil em debates essenciais para atingir essa meta. Em 2025, a COP30 foi marcada por fortes críticas às suas relações com a indústria de combustíveis fósseis, por descrições dos acordos como frágeis e insuficientes, e pelo desafio de transformar promessas financeiras em ações concretas — “de compromisso a linha de vida”.
Passeio de um dia à Comunidade Coroca no Rio Arapiuns, passeio de barco de 2 horas saindo de Alter do Chão. Foto: Derson Moreira
Este curso imerge os estudantes na biodiversidade da floresta amazônica brasileira para inspirar soluções de design arquitetônico que abordem a mudança climática no Brasil. Situado em Alter do Chão, o "Caribe da Amazônia", o curso introduz técnicas de bioconstrução locais e o uso de software de inteligência artificial para design conceitual e comunicação como uma metodologia de projeto. Os estudantes explorarão como aplicar estratégias funcionais e estruturais da flora e fauna locais ao design arquitetônico. Eles ganharão experiência prática com técnicas de construção sustentável usando materiais locais e aprenderão a utilizar ferramentas de IA para aprimorar o design conceitual. Ao
O filme "Vida sobre as Águas" (2023), com direção principal e pesquisa da arquiteta Danielle Khoury Gregorio, será exibido na Mostra Ecofalante de Cinema, o maior e mais importante festival cinematográfico socioambiental da América do Sul. O filme também participará da SEMEIA – Semana do Meio Ambiente do Museu do Amanhã.
Das casas sobre palafitas às moradias flutuantes, o documentário destaca a arquitetura única das comunidades ribeirinhas da Amazônia, e as adaptações engenhosas para lidar com as paisagens inundadas das planícies fluviais amazônicas brasileiras, desafiadoras e em constante transformação. O filme revela as técnicas de construção coletiva que materializam uma arquitetura
Google Earth e Maxar Technologies, organizado por Adriano Liziero (@geopanoramas)
O mundo está de olho na Amazônia. Dados geográficos desse território, de 6,74 milhões de km2, espalhado por oito países da América Latina, são constantemente estampados nas mídias nacionais e internacionais. Os números preferidos das matérias estão sempre vinculados a sua magnitude como a maior floresta tropical do mundo, o lar de 10% da biodiversidade mundial, a responsável por 15% da água doce do planeta. No entanto, pouco se fala sobre o que acontece debaixo de suas árvores, no chão onde as pessoas vivem.
Teatro Amazonas. Foto de Rafael Zart, via Wikipedia. Licença CC BY 2.0
O Teatro Amazonas, em Manaus (AM), e o Theatro da Paz, em Belém (PA), podem em breve alcançar o reconhecimento como Patrimônio Mundial pela UNESCO. O primeiro passo rumo a essa distinção para os Teatros da Amazônia será dado entre os dias 13 e 15 de dezembro, durante a realização da primeira oficina de mobilização na capital manauara. Este evento reunirá representantes dos governos do Amazonas e Pará, prefeituras de Manaus e Belém, sociedade civil, pesquisadores e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
https://www.archdaily.com.br/br/1011014/theatro-da-paz-e-teatro-amazonas-poderao-se-tornar-patrimonio-mundial-nos-proximos-anosArchDaily Team
No início da década de 1980, enquanto trabalhava com o povo Ka'apor, na região leste da Amazônia, o botânico norte-americano William Balée, naquela época um jovem pesquisador, deparou-se pela primeira vez com o que os Ka'apor chamam de taper, isto é, um tipo específico de formação florestal que reconhecem como sendo “plantada” por seus ancestrais:
Ayrson Heráclito, "O Sacudimento da Casa da Torre e o Sacudimento da Maison des Esclaves em Gorée", 2015, videoinstalação. Cortesia do artista
Questionar a história canônica da arquitetura e lançar luz sobre práticas espaciais por muito tempo invisibilizadas é o que propõem Gabriela de Matos e Paulo Tavares em Terra, exposição que ocupa o pavilhão brasileiro na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023. “É nossa maneira de fazer um sacudimento”, comentam os curadores, que voltam sua atenção para modos ancestrais de lidar com a terra, mirando possibilidades de presente e futuro mais justas e completas.
Abordando a terra em todos os significados que a palavra carrega, os curadores sobrepõem questões ligadas ao solo e ao território com problemáticas planetárias, propondo uma aproximação entre os temas da reparação e decolonialidade — emergentes ao contexto brasileiro — com tópicos abrangentes, como descarbonização e meio ambiente, decisivos no debate global contemporâneo.
https://www.archdaily.com.br/br/1000485/terra-como-tecnologia-ancestral-e-do-futuro-entrevista-com-gabriela-de-matos-e-paulo-tavaresRomullo Baratto e Victor Delaqua
Pastagens, lavouras, garimpos ou áreas urbanas. No momento em que o ecossistema da Amazônia se aproxima do ponto irreversível da devastação, o LABVERDE — projeto de ativismo cultural e ambiental que estimula a produção e a democratização de conhecimentos sobre a maior floresta tropical do mundo —, lança uma nova edição da residência “Ecologias Especulativas”. A iniciativa, que chega a oitava chamada, convida artistes a participarem ativamente do discurso pela preservação da natureza a partir da produção de obras que resultam da pesquisa e da experimentação de linguagem de vivências únicas em reservas ambientais e do diálogo com comunidades autóctones mediadas por especialistas. O edital está aberto até 08 de maio. Artistes brasileiros, residentes no Brasil, são convidados a se candidatar pelo site. O LABVERDE financia passagem, hospedagem, expedições e formação, além de remunerar com R$3 mil cada selecionado para produzir conteúdos.
https://www.archdaily.com.br/br/1000321/labverde-lanca-edital-de-residencia-artistica-na-amazoniaArchDaily Team
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Banco zoomorfo, autor desconhecido, Povo Karajá. Foto de Rafael Costa.
Lançamento do livro Bancos Indígenas do Brasil na livraria Eiffel
A nova edição de Bancos indígenas do Brasil traz uma preciosa documentação fotográfica do acervo da Coleção BEI de Bancos Indígenas, juntamente com textos que abordam o tema sob vários aspectos – culturais, práticos e estéticos. O livro contém ainda um mapa que localiza as etnias presentes na coleção e um belíssimo ensaio fotográfico de Rafael Costa realizado no Xingu.
No lançamento contaremos com a presença de artistas Xinguanos e originários do Alto Solimões, noroeste amazônico.
O livro já está disponível nas livrarias e em nosso site.
O terceiro edifício mais alto de Berlim, um arranha-céus de 142 metros de altura projetado pelo Bjarke Ingels Group (BIG), deverá ser concluído até 2023. Localizado próximo à estação Warschauer e à Arena Mercedes-Benz, o EDGE East Side será um eixo vertical de 65.000 m² que liga dois dos subúrbios mais vibrantes e artísticos de Berlim: Friedrichshain e Kreuzberg.
Combinando requisitos urbanos contemporâneos e elementos naturais, a estrutura contará com vistas 360º de Berlim Oriental e 36 pavimentos de locais de trabalho compartilhados e dedicados. Alguns setores da construção atenderão organizações ou indivíduos com foco principalmente em sustentabilidade, educação ou questões sociais. A torre também abrigará os escritórios da Amazon, com espaço para até 3.400 funcionários.
Este mês, no dia 5, foi celebrado o dia da Amazônia. A data foi instituída em 2007 e preza pela conscientização da população sobre a importância deste bioma fundamental para o equilíbrio ambiental e climático do planeta. Em constante risco e conformando um território de disputa, o maior bioma natural da Terra é cenário constante de intervenções humanas. Como a arquitetura e o urbanismo tem se relacionado com isso?
Com comércios e economia própria, a "cidade" tinha até estradas flutuantes com cobranças de pedágio por exploradores. Foto: Reprodução/Revista 'O Cruzeiro', de 8 de junho de 1963. Usada sob termos de "fair use"
O fim do monopólio da borracha, a crise econômica dos anos 20 do século passado, o crescimento demográfico em razão da corrente migratória de ribeirinhos e nordestinos para Manaus e a escassez de recursos contribuíram para a crise de falta de moradia em Manaus.
Nesse cenário adverso, em 1920, João Aprígio, natural da Paraíba, com mulher e filhos para sustentar, passava por enormes dificuldades. O que ele ganhava mal dava para a alimentação da família. Sem casa própria, Aprígio juntou dois troncos de açacu de um igapó e os rebocou, na popa de sua canoa, até o litoral do Educandos, local que entendeu como o mais apropriado para construir a sua morada. Por vinte dias e vinte noites ele trabalhou, até edificar aquela que seria a primeira casa flutuante de Manaus.
Convivir en la Amazonía en el Siglo XXI: Guía de Planificación y Diseño Urbano para las ciudades en la selva baja peruana. Image Cortesía de Belen Desmaison
A arquitetura de povos originários manifesta uma profunda relação com o contexto no qual está inserida, de modo que os materiais encontrados no local são trabalhados e testados empiricamente até se desvendarem técnicas de construção e modos de habitar que melhor satisfazem os sentidos de abrigo e simbólico de uma comunidade. Na Amazônia, não é diferente. Com diversos povos habitando o seu território - seja na terra ou nas águas -, foram tecidas muitas sabedorias construtivas que são buscadas por arquitetos que trabalham nessas regiões. Assim, conjuntamente, há uma troca de conhecimentos que se embasam em culturas ancestrais para trazer novas alternativas arquitetônicas para a região.
Algumas denominações costumam aparecer na descrição do trabalho deste arquiteto belga, que há 12 anos vive e atua no Brasil. É comum ver seu nome associado a termos como arquitetura amazônica, regionalismo e sustentabilidade. Entretanto, Laurent Troost busca fugir dos rótulos nesta conversa com o Arquicast sobre o que realmente o motiva no desenvolvimento de cada projeto.
As cartografias revelam diferentes faces do Brasil e expõem a natureza das divisões visíveis e invisíveis que definem o país. Os mapas foram produzidos pelos curadores da exposição Gabriel Kozlowski, Sol Camacho, Laura González Fierro e Marcelo Maia Rosa em colaboração com mais de 200 profissionais de 10 disciplinas diferentes.
https://www.archdaily.com.br/br/945720/mapas-do-pavilhao-do-brasil-na-bienal-de-veneza-2018-estao-a-venda-para-ajudar-a-combater-o-coronavirus-na-amazoniaEquipe ArchDaily Brasil
Pensar em arquitetura amazônica sem mencionar Severiano Porto é tarefa impossível. O arquiteto mineiro foi um dos responsáveis por lançar luz sobre as potencialidades daquele clima e contexto quando trazidos para a prática de projeto. Mas nem só de Severianos é feita a arquitetura amazônica, e muitos exemplos contemporâneos merecem atenção pelo emprego cuidadoso de materiais, pelo uso engenhoso de técnicas vernaculares ou pela sofisticação alcançada com poucos recursos.
Nos dias 20 a 23 de maio de 2020 ocorrerá o 8° Seminário DOCOMOMO Brasil – Norte/Nordeste em Palmas. O evento é organizado pelo Núcleo AMA – NAMA, Universidade Federal do Tocantins - UFT, Centro Universitário Luterano de Palmas - CEULP/ULBRA e Universidade Federal de Uberlândia. O programa do seminário inclui conferências, debates, mesas redondas, lançamento de publicações e os MOMO-Tours com visitas as obras icônicas da arquitetura moderna no Tocantins.
O tema deste ano é Transferências Culturais, Historiografia, Intervenções e Cidade Moderna.
O 8 Seminário DOCOMOMO Brasil - Norte/Nordeste 2020 na linha do seminário anterior em Manaus, considera o