Vista geral do edifício industrial revitalizado com jardim. Imagem Cortesia de Foster + Partners
O escritório britânico Foster + Partners está liderando uma grande reforma em um edifício histórico de Madri, na Espanha. O projeto consiste na construção de um conjunto corporativo para a Acciona e busca requalificar uma antiga edificação industrial de 1905, criando mais de 10 mil metros quadrados de escritórios.
Remanescentes do período de ocupação soviética, espaços urbanos monumentais e representativos de muitas das cidades do chamado Bloco de Leste Europeu ainda constituem um legado desafiador, tanto para seus cidadãos quanto para os arquitetos que nestes contextos projetam seus edifícios e espaços. Em completo desacordo com ambientes urbanos contemporâneos, regidos por valores democráticos e sociais, estes espaços ainda hoje representam um problema a ser resolvido. Edifícios e espaços públicos ideologicamente carregados estão aos poucos sendo recuperados, reconciliando os cidadãos com sua própria história—um passado que muitas vezes tende a ser esquecido e até apagado. Neste contexto, a (re)introdução da escala humana tem auxiliado arquitetos e urbanistas a restaurar a vitalidade dos espaços públicos destas cidades.
O escritório Skidmore, Owings & Merrill divulgou imagens de seu projeto para os interiores do histórico Cook County Hospital em Chicago, EUA. Desenvolvido para contribuir com a transformação do bairro onde está inserido, a equipe de projeto trabalhou arduamente para preservar e restaurar a estrutura em estilo Beaux-Arts, adaptando o programa às necessidades atuais. A proposta busca requalificar a região do Distrito Médico da cidade e oferecer uma série de novos equipamentos para a população.
Desde o final do século XIX até os dias de hoje, a cidade de Nova Iorque se consolidou como o principal epicentro da construção de edifícios em altura ao redor do todo. Muitas destas estruturas, concebidas e projetadas pelos mais importantes personagens da história recente da arquitetura, rapidamente adquiriram o status de ícone, influenciando para sempre a forma como concebemos nossos edifícios e cidades. Ainda assim, muitos arranha-céus históricos da cidade de Nova Iorque acabaram sendo demolidos, dando lugar a estruturas cada vez mais altas e tecnológicas. Neste contexto, novidade e obsolescência parecem duas faces de uma mesma moeda. As recentes disputas e impasses ao redor de algumas das mais icônicas estruturas em altura já construídas na cidade de Nova Iorque, revela o quão rapidamente as coisas podem mudar de figura.
Galpões, sejam industriais ou rurais, são tipologias facilmente encontradas ao redor do mundo. Alguns desses espaços de abrigo são seculares e provavelmente foram construídos para armazenar produtos ou comportar fábricas. No entanto, através de fenômenos urbanos e novas tecnologias, muitos deixaram de funcionar de acordo com seu uso inicial e passaram a configurar lugares de interesse para diversos empreendimentos que envolvem a readaptação dessas estruturas para atender a novas funções.
Os números do COVID-19 no Brasil só aumentam, sobrecarregando o sistema de saúde com pacientes diagnosticados com o vírus. Compreensivelmente, também, reduziram-se as idas ao hospital por parte das pessoas que sofrem de outras doenças, que agora têm medo de serem contagiadas com o coronavírus. Para evitar complicações à saúde da população que está com receio de ir ao hospital, os arquitetos do estúdio brasileiro Democratic Architects propuseram o Ônibus de Saúde Imediata (O-SI), um sistema focado em telemedicina.
O UNStudio concluiu dois projetos de remodelação nos Países Baixos que reveem as técnicas tradicionais de envidraçamento. Localizados em Eindhoven e Amsterdã, os projetos se inspiram na história e na cultura locais, restaurando e conectando as duas estruturas existentes aos seus respectivos contextos urbanos.
À medida que o número de pessoas infectadas com o coronavírus atinge níveis assombrosos em Nova Iorque, as autoridades buscam soluções rápidas e eficientes para atender a demanda por espaço para os pacientes. Lutando contra o tempo, a cidade busca maneiras de alterar as estruturas existentes.
O estúdio Opposite Office propôs transformar o novo aeroporto de Berlim, em construção desde 2006, em um "super-hospital" para pacientes com coronavírus. Na tentativa de preparar o sistema de saúde e aumentar suas capacidades, a firma apresentou uma alternativa de reuso adaptável, projetando soluções adaptadas ao contexto para combater a pandemia.
Considerados marcos paisagísticos por suas imponentes dimensões, os gasômetros surgiram no contexto da Revolução Industrial e estiveram presentes em muitas cidades ao redor do mundo, acompanhando seu processo de urbanização. Com as mudanças na geração e distribuição de gás na segunda metade do século XX e surgimento de novas tecnologias, os gasômetros foram gradualmente desativados. Embora muitos tenham sido condenados à demolição nos últimos anos, muitos também ainda permanecem no tecido urbano e são testemunhas de um passado industrial. Seu potencial para intervenções arquitetônicas, artísticas e paisagísticas nos leva a questionar quais seriam as possibilidades para seu futuro.
A Comissão de Planejamento de Nova Iorque aprovou por unanimidade a construção do 550 Madison Garden, projetado pelo escritório norueguês Snøhetta. O projeto que busca reinventar este espaço público recebeu recentemente aprovação pelo Conselho Comunitário de Manhattan.
Fábricas, abatedouros, gasômetros, conventos, torres de água e estações ferroviárias são alguns exemplos de estruturas que podem ter permanecido no tecido urbano das cidades com o passar dos anos, ainda que tenham perdido seu uso original. A reutilização de uma edificação preexistente para novos usos é o que ficou conhecido como reuso adaptativo - do inglês adaptive reuse. Ainda que não tenha sido uma concepção contemporânea, a prática vem sendo muito adotada nos últimos anos como estratégia para lidar com os espaços de forma mais econômica, sustentável, prática e eficiente.
Ao longo da história de um edifício, é possível que este assuma funções diferentes daquela para a qual foi originalmente pensado. É o caso, por exemplo, das casas que viraram museus, seja por terem se tornado ícones da arquitetura, seja porque em algum momento perderam sua função original e passaram por uma renovação para abrigar um espaço expositivo.
O primeiro empreendimento da Skidmore, Owings & Merrill em Milão é uma reutilização adaptativa de um edifício dos anos 60, originalmente projetado pelos arquitetos Gio Ponti, Piero Portaluppi e Antonio Fornaroli. O escritório imaginou um desenho que renova a antiga sede da Allianz Milanese enquanto transforma o Complexo Corso Italia em um espaço contemporâneo de escritórios.
Em Nova Iorque, ativistas e profissionais têm trabalhado por muitos anos para tentar salvar 10 tanques industrias desativados da demolição, propondo o uso alternativo dessas estruturas. Em parceria com o STUDIO V, o escritório de arquitetura e paisagismo Ken Smith Workshop criou uma proposta inventiva que reimagina essas relíquias industriais como um parque do século XXI, uma novidade na definição e configuração tradicional dos espaços públicos.
O Museu de Londres divulgou o projeto de sua nova sede em West Smithfield. Projetada por Stanton Williams, Asif Khan e Julian Harrap Architects, as imagens mostram a transformação de um conjunto de antigos edifícios comerciais em um destino cultural. O projeto celebra o histórico conjunto de edifícios de West Smithfield, criando uma experiência única e memorável para os visitantes.
Historicamente, após o declínio da Igreja Católica e a crescente diminuição no número de fiéis em várias regiões da Europa e América do Norte, os custos de manutenção dos espaços sagrados levaram ao eventual abandono de igrejas, santuários e mosteiros - frequentemente obras de grande valor histórico e arquitetônico.
Isso abre uma nova oportunidade para profissionais da arquitetura resgatarem e recontextualizarem o patrimônio histórico representado por estes edifícios. A seguir, apresentamos 15 exemplos de reuso adaptativo em igrejas antigas que foram transformadas em hotéis, casas, museus, bibliotecas e outros espaços culturais.
Com a mudança da indústria no último século, seja em termos de forma, localização ou tipo, os espaços de produção espalhados pelo mundo ocidental foram reaproveitados. Não há dúvidas ao ver essas estruturas. As grandes janelas, tetos altos e plantas otimizadas para o trabalho fabril agora marcam os espaços da “indústria criativa”. Pense na renovação do Tate Modern (de uma antiga central elétrica) realizada pelo escritório Herzog + de Meuron, ou na recente transformação colaborativa de um pátio de locomotivas em biblioteca nos Países Baixos.
https://www.archdaily.com.br/br/912297/frac-dunkerque-do-lacaton-and-vassal-e-um-eco-historico-em-forma-e-conceitoKatherine Allen