No exercício da arquitetura, os profissionais constantemente devem lidar com o desafio de representar um projeto de forma clara e compreensível antes de ser construído, tornando o espaço de alguma forma visível para um público muitas vezes não especializado na área. A renderização é um dos modos mais difundidos de representação tridimensional entre os arquitetos por apresentar o projeto de forma considerada “mais próxima da realidade”. A realidade, por sua vez, inclui a presença de pessoas e os modos de habitar os espaços – representados por meio de escalas humanas, que devem estar em consonância com a imagem que se pretende transmitir e o entendimento da arquitetura, do local em que está inserida e da forma como é habitada.
O engenheiro Matt Daniels desenvolveu um mapa interativo para visualizar as populações mundial. Chamado de Human Terrain, ou Terreno Humano, o projeto inclui dados populacionais de cidades de todo o mundo extrudados verticalmente para oferecer uma visão detalhada da distribuição da população. Daniels usou dados da Global Human Settlement Layer e os processou usando o Google Earth Engine para criar um cenário digital montanhoso.
Empresas de arquitetura, consultorias de infraestrutura e empresas de design de interiores com visão de futuro estão cada vez mais apostando na visualização da arquitetura em tempo real para explorar, avaliar e apresentar projetos. Ao oferecer aos clientes e partes interessadas no projeto a oportunidade de experimentar espaços futuros em ambientes interativos e imersivos, a tecnologia em tempo real fornece um imediatismo convincente que os desenhos 2D não alcançam.
https://www.archdaily.com.br/br/929877/twinmotion-melhorando-o-fluxo-de-trabalho-com-renderizacoes-em-tempo-realSponsored Post
Você provavelmente já deve ter ouvido falar em renderização em tempo real para visualização de arquitetura e como ela está mudando a maneira como os projetos são apresentados. Com a renderização em tempo real, é possível editar o projeto e ver as alterações atualizadas instantaneamente, com alta qualidade, além de produzir animações e panoramas em minutos, em vez de dias. A renderização em tempo real também abre as portas para experiências imersivas, como vídeos em 360° e realidade virtual.
Étienne-Louis Boullée é considerado um dos arquitetos mais visionários e influentes do neoclassicismo francês, no entanto, apesar do prestígio, não viu nenhum de seus projetos mais extraordinários sair do papel. Ao longo das últimas décadas do século XVIII, Boullée ensinou, teorizou e praticou arquitetura em um estilo característico marcado por formas geométricas de grande escala, negação de qualquer ornamentação desnecessária e repetição de colunas e outros elementos similares.
Se você está buscando algo diferente para suas apresentações de arquitetura, a realidade virtual pode ser uma opção interessante (e um desafio, caso seja a primeira vez que você se depare com ela). Você sabe quais são os óculos mais adequados? O quanto deve pesar um render 360 ou um modelo 3D para visualiza-lo em VR?
Esperamos que as seguintes respostas a perguntas frequentes sejam úteis para você!
https://www.archdaily.com.br/br/913234/como-implementar-realidade-virtual-respostas-as-perguntas-mais-frequentesArchDaily Team
À medida que mais e mais profissionais de representação adotam a renderização em tempo real para apresentação e colaboração, estamos vendo outra tendência nesse campo emergente: a integração de várias tecnologias para atender a uma ampla gama de fluxos de trabalho.
Cada empresa tem diferentes necessidades de compatibilidade com seus programas CAD escolhidos. Ninguém quer aprender um novo processo desde o início, quando já passou incontáveis meses configurando um modelo de projeto para apresentação que está funcionando bem.
https://www.archdaily.com.br/br/913724/integracao-a-mais-recente-tendencia-na-representacao-arquitetonica-em-2019Sponsored Post
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Coral Cities. Cortesia de Craig Taylor, ITO World
Craig Taylor, gerente de design de visualização de dados da ITO World, criou uma série de belas visualizações que representam os deslocamentos diários nas cidades mais habitáveis do mundo. Usando gradientes de cores que lembram corais marinhos em crescimento, o projeto apresenta a infraestrutura das cidades através de redes de ruas. As imagens mostram até onde você pode chegar de carro em 30 minutos a partir do centro da cidade. Apelidado de Coral Cities, o projeto se estendeu para incluir 40 grandes cidades de todo o mundo.
Mesmo que a grande maioria das visualizações arquitetônicas adotem estilos semelhantes, isso não significa que você deva seguir a mesma linha. A menos, é claro, que você queira. De todo modo, existem muitos recursos disponíveis para ajudar a criar visualizações em qualquer estilo que você deseja; a seguir, compilamos 13 sites muito úteis que podem lhe ajudar a dar a suas imagens um toque mais humano (ou canino). O número de sites dedicados a representar a diversidade dos 7,6 bilhões de habitantes do mundo está crescendo, o que significa que nossos leitores de todas as partes do globo contam agora com escalas humanas apropriadas e coerentes para povoar suas renderizações. E se você estiver interessado em algo mais dramático do que fotografias de pessoas reais, sites como ARTCUTOUT e cutoutmix oferecem alternativas menos realistas e mais artísticas.
https://www.archdaily.com.br/br/882099/13-sites-que-disponibilizam-escalas-humanas-gratuitas-de-alta-qualidade-para-suas-renderizacoesAD Editorial Team
Imagem produzida por Alessandra Figueiredo, ex-aluno do Curso {CURA}, em parceria com Flavia Bucartovsky, premiadas com a proposta "Experiência e Prática às Margens do Tietê" no Concurso Internacional [Des]Bordes Urbanos na categoria "Instâncias Projetuais"
A pergunta “Como as cidades têm tratado o tema das transposições?” foi lançada no 2º Prêmio {CURA} Transposições, dando continuidade à proposta de realização de concursos de ideias com temas que se alinham às discussões atuais da cidade, buscando aprofundar-se nos temas do desenho urbano. Este artigo complementa o edital, de modo a oferecer alguma orientação para a apresentação para as equipes, uma breve aproximação do que é tratado no {CURA} Curso de Representação Arquitetônica.
https://www.archdaily.com.br/br/782389/4-dicas-importantes-para-garantir-uma-boa-apresentacao-no-2o-premio-cura-transposicoesMarcus Vinicius Damon e Guilherme Bravin
Com a habilidade de manipular todas as interações que os jogadores podem ter em um jogo, os designers de videogames tem a oportunidade de moldar o modo como estes experienciam o espaço. Assim, estes profissionais frequentemente se voltam para a arquitetura para melhorar a jogabilidade e buscar inspiração para os ambientes construídos de seus mundos virtuais.
No vídeo acima, Jamin Warren, do canal de Youtube PBS Game/Show, considera Halo o "jogo arquitetônico mais criativo", destacando que sua arquitetura inspirada no brutalismo exerce uma forte influência no modo como os jogadores se movem pelos diferentes níveis e torna as batalhas mais imersivas. Warren nota que muitos membros da equipe de desenvolvimento de Halo tem formação em arquitetura; essa observação sugere que a indústria dos videogames enxerga o projeto arquitetônico como um elemento essencial em seus projetos criativos.
Warren faz um interessante apontamento sobre Halo: já que as pessoas que habitam edifícios virtuais não podem experienciá-los fisicamente, os edifícios nos videogames tem o potencial de serem incrivelmente inovadores e interessantes. Que outros videogames apresentam abordagens arquitetônicas? Veja, a seguir, nossa lista dos seis videogames mais "arquitetônicos".
E se os fabricantes de celulares e redes sociais, aos quais somos tão apegados, se tornassem os governantes das cidades do amanhã? Imagine um mundo em que cada edifício de seu bairro é de propriedade da Samsung, regiões inteiras são ocupadas pelos fantasmas digitais de nós mesmos e cidades brotam em águas internacionais para abrigar trabalhadores terceirizados. Estes são os cenários imaginados para o autointitulado arquiteto especulativo, Liam Young, em sua última série de animações chamada "New City". Veja, a seguir, as três animações de Young e saiba o que está por vir na série.
Nos últimos anos, atingimos um ponto onde as visualizações se tornaram de grande importância para a profissão da arquitetura. Quer gostemos ou não, imagens estilizadas são vistas como produtos e, nos últimos tempos, renderizações vêm ganhando concursos e comissões. Arquitetos passaram a encantar-se por belos renders já que clientes compreendem imagens melhor do que plantas, e, ainda sim, as ferramentas usadas para produzir estas imagens cativantes estão evoluindo mais rápido do que nossa indústria pode acompanhar. Apesar disso, como a tecnologia está em constante desenvolvimento, nós talvez enfrentemos uma nova onda de técnicas para produção de visualizações, com as mesmas ferramentas de renderização usados para produzir imagens tentadoramente realistas em filmes e vídeo games.
As fronteiras entre indústrias estão se dissolvendo e as companhias por trás das ferramentas de renderização dos mais populares vídeo games, agora estão comercializando seus softwares diretamente com arquitetos. Este ano, os criadores originais do jogo Gears of War tornaram seu software de renderização Uneral Engine 4 gratuito para arquitetos, e muitas outras ferramentas de renderização de vídeo games estão disponíveis por preços abaixo dos usados pelos arquitetos. O criador Tim Sweeney acredita que o mundo das visualizações está mudando "Estamos nos dando conta que o Unreal Engine 4 é uma linguagem comum entre todos esses campos", disse ele à The Verge. Criando uma linguagem comum entre os campos atualmente díspares de arquitetura, filmes e vídeo games, por exemplo, sugere que as próprias indústrias devem começar a se tornar mais híbridas e colaborativas. Por exemplo, desenvolvedores de vídeo games devem olhar para os arquitetos para compreender como construir edifícios tridimensionais, ao passo que arquitetos podem aprender do ambiente navegável virtual de vídeo games para descobrir novas formas de representação. Considerando, além de tudo isso, que estes pacotes de softwares são capazes de produzir animações realistas dos projetos, nos resta a dúvida: por que isso não é um padrão na indústria? Leia a seguir para entender os prós e os contras de ser um dos primeiros na adoção desses sistemas.
Em nossa última rodada de Pergunte ao Arup, o leitor Biserat Yesflgn, do ArchDaily, pediu dicas sobre o software de visualização 3ds Max (anteriormente conhecido como 3D Studio Max). Conversamos com o especialista em visualização nova-iorquino Anthony Cortez, do escritório Arup, para saber como ele usa o programa, quais competências os artistas de visualização em perspectiva precisam ter e como o campo está evoluindo.
Por Alexandra Molinare, via Plataforma Arquitectura. Tradução Archdaily Brasil.
Essa semana em Tecnologia e Arquitetura apresentamos o grupo espanhol Factoría5 Studio formado por cinco jovens arquitetos: Juan López, Mário Pérez,Manuel López, Mar Parreño e José Carlos Román.
Todos eles praticavam a elaboração de imagens virtuais enquanto eram estudantes e, devido à falta de trabalho, se organizaram para dedicar-se a este importante aspecto da arquitetura, fechando muitos contratos e encomendas em apenas dois anos de experiência no mercado.
A seguir apresentamos uma entrevista exclusiva com Factoría5 Studio e uma seleção de suas melhores imagens.