Courtesy of Tom Welsh for The Pritzker Architecture Prize
O arquiteto chileno Smiljan Radić Clarke foi anunciado como o laureado do Prêmio Pritzker de Arquitetura 2026, considerado uma das maiores honras no campo da arquitetura. O prêmio reconhece Radić por um corpo de trabalho que explora a arquitetura através da experimentação de materiais, percepção espacial e um cuidadoso engajamento com a paisagem e o contexto. Nascido em Santiago, Chile, onde continua a viver e trabalhar, Radić lidera o escritório Smiljan Radić Clarke, estabelecido em 1995. Ele se junta a uma lista ilustre de laureados anteriores, incluindo Liu Jiakun em 2025, Riken Yamamoto em 2024, David Chipperfield em 2023 e Diébédédo Francis Kéré em 2022.
A arquitetura de Radić opera dentro de um território onde a experiência fenomenológica do espaço precede a explicação. Seus edifícios frequentemente parecem silenciosos, elementares e resistentes a uma interpretação verbal fácil, encorajando os visitantes a experienciá-los através do movimento, atmosfera e percepção, em vez de por meio da expressão formal.
O Prêmio Pritzker é o reconhecimento mais importante que um arquiteto(a) pode receber em vida. A honraria é outorgada todos os anos a arquitetos e arquitetas cuja obra construída "tenha produzido significativas contribuições para a humanidade ao longo dos anos", segundo explica a própria organização responsável pela premiação. Por esta razão, o júri presta homenagem a pessoas e não a escritórios, como já aconteceu em 2000 (Rem Koolhaas ao invés do OMA), 2001 (Herzog & de Meuron), 2010 (SANAA), 2016 (Elemental) e 2017 (RCR Arquitectes), premiando seus fundadores (como no caso do SANAA), o então, um deles (Elemental).
O Museu Sir John Soane anunciou o escritório francês Lacaton & Vassal como vencedor da Medalha Soane 2023. O prêmio reconhece o trabalho do escritório ao longo de mais de três décadas. Por meio de uma abordagem de projeto honesta, o escritório se tornou conhecido pelo aproveitamento eficiente de materiais e estruturas existentes, priorizando as necessidades dos moradores e das comunidades locais. Por essas mesmas qualidades, o escritório foi também reconhecido com o Prêmio Pritzker 2021.
Espaços fluviais urbanos, Jhenaidah. Imagem Cortesia do Prêmio Aga Khan Award de Arquitetura
O Prêmio Aga Khan de Arquitetura (AKAA) anunciou os vencedores da edição de 2022. Entre 463 projetos indicados ao 15º Ciclo de Prêmios (2020-2022), os seis vencedores apresentam exemplos de excelência arquitetônica nas áreas de design contemporâneo, habitação social, melhoria e desenvolvimento comunitário, preservação histórica, reutilização e conservação de áreas, bem como paisagismo e melhoria do meio ambiente. Dois projetos de Bangladesh e um da Indonésia, Irã, Líbano e Senegal dividirão o prêmio de 1 milhão de dólares, um dos maiores da arquitetura.
Nas discussões arquitetônicas atuais, a sustentabilidade é um tema chave. As empresas de arquitetura adotam o termo como uma parte fundamental de seu ethos de design, e as escolas de arquitetura globalmente integraram o projeto de arquitetura “verde” como um componente central de seus currículos. Essa conversa sobre sustentabilidade também foi filtrada em ações mais individuais que podem ser tomadas em seu contexto imediato. On-line, por exemplo, há muitos guias sobre como tornar sua casa mais ecológica e eficiente em termos de energia.
Paulo Mendes da Rocha fala, frequentemente, que a função da arquitetura nada mais é do que “amparar a imprevisibilidade da vida”. Assim como uma moldura, que destaca e, principalmente, direciona o olhar do observador ao objeto principal, espaços dão suporte à vida cotidiana, aos encontros, à paisagem. A frase do arquiteto brasileiro combina bem com a forma que o escritório Lacaton & Vassal trabalha. A premiação do casal francês levanta algumas questões sobre como suas escolhas são precisas para o momento atual que vivemos no mundo. Isso abrange a filosofia do seu trabalho, as soluções projetuais adotadas e a paleta de materiais.
O Arquicast dedica o episódio desta semana ao Prêmio Pritzker 2021, uma ocasião para refletir sobre os ganhadores, o conjunto de sua obra e a justificativa do júri. A conversa é conduzida através de uma visão ampliada, ponderando também sobre a história da premiação e as possíveis agendas por trás de um conjunto, nem sempre coeso, dos antigos laureados. Participam do debate os arquitetos Bruno Sarmento e Caio Dias.
Com uma abordagem formal e material que se distingue do cenário que encontramos usualmente na arquitetura, Lacaton & Vassal - escritório francês que marca sua influência na contemporaneidade ao ser laureado com o Prêmio Pritzker 2021 - traz uma visão aberta e generosa à arquitetura.
Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal fundaram seu escritório de arquitetura Lacaton & Vassal em 1987, anos depois de estudarem e trabalharem juntos na École Nationale Supérieure d'Architecture et de Paysage de Bordeaux. A firma, estabelecida em Paris, foi premiada com o prestigioso Prêmio Pritzker 2021 deste ano. A sua obra construída deixa fortes indícios do que consideram relevante: sustentabilidade, bem-estar, responsabilidade social e a readaptação e respeito ao meio edificado existente.
https://www.archdaily.com.br/br/958582/lacaton-and-vassal-conheca-a-obra-construida-dos-vencedores-do-pritzker-2021Paula Pintos & Clara Ott
O Prêmio Pritzker de Arquitetura, a maior honraria em nosso campo profissional, foi concedido a Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal, fundadores do escritório Lacaton & Vassal. A dupla francesa é famosa por seus projetos de habitação sustentável e pelo Palais de Tokyo, uma galeria de arte contemporânea em Paris. Em suas três décadas de atuação, a firma vem se dedicando ao “enriquecimento da vida humana”, beneficiando os indivíduos e apoiando a evolução da cidade.
Já no início de 2020, o Rio de Janeiro se torna o palco global do debate sobre as cidades do presente e o futuro das cidades. No ano em que sedia o 27º Congresso Mundial de Arquitetos, o UIA2020RIO, a cidade desfruta do título de primeira Capital Mundial da Arquitetura pela UNESCO e pela União Internacional dos Arquitetos (UIA).
https://www.archdaily.com.br/br/924219/francis-kere-carla-juacaba-e-anne-lacaton-entre-os-confirmados-na-programacao-do-uia2020rioEquipe ArchDaily Brasil
Com a mudança da indústria no último século, seja em termos de forma, localização ou tipo, os espaços de produção espalhados pelo mundo ocidental foram reaproveitados. Não há dúvidas ao ver essas estruturas. As grandes janelas, tetos altos e plantas otimizadas para o trabalho fabril agora marcam os espaços da “indústria criativa”. Pense na renovação do Tate Modern (de uma antiga central elétrica) realizada pelo escritório Herzog + de Meuron, ou na recente transformação colaborativa de um pátio de locomotivas em biblioteca nos Países Baixos.
https://www.archdaily.com.br/br/912297/frac-dunkerque-do-lacaton-and-vassal-e-um-eco-historico-em-forma-e-conceitoKatherine Allen
Cinco projetos finalistas foram selecionados para o Prêmio da União Europeia para a Arquitetura Contemporânea de 2019, um prêmio atribuído conjuntamente pela Comissão Europeia e pela Fundação Mies van der Rohe. O prêmio bienal, do qual o ArchDaily é parceiro de mídia, reconhece os projetos localizados na Europa que demonstram excelência em "termos conceituais, sociais, culturais, técnicos e construtivos".
https://www.archdaily.com.br/br/911340/5-projetos-nomeados-para-o-premio-eu-mies-2019-de-arquitetura-contemporaneaKatherine Allen
A dupla francesa Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal é conhecida por suas intervenções delicadas, reorientando estruturas negligenciadas com aparente facilidade. Originalmente publicado no site Harvard Gazette com o título original de "They Build, But Modestly", este artigo reconta as lições que eles ofereceram aos alunos em uma palestra na Harvard Graduate School of Design.
Por volta de 1980, dois jovens arquitetos terminaram sua graduação em Bordeaux, na França, e mudaram-se para a Nigéria. Nas regiões remotas do país africano, eles foram inspiradas pelas estruturas simples que viram em meio às impressionantes paisagens do deserto. As casas eram abertas ao ar, tinham telhados de palha utilitários e eram feitas com pedaços de madeira local. A modéstia prevalecia em estruturas que também traziam beleza.
As lições de construção na África permaneceram com Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal em sua prática baseada em Paris, Lacaton & Vassal: usar o que há no local, permanecer simples, abraçar o ar livre e honrar luz, liberdade e graça. Eles praticam arquitetura social baseada na economia, na modéstia e na beleza dos espaços.