O Centro de Educação e Pesquisa Albert Einstein, primeiro projeto do escritório Safdie Architects no Brasil, está prestes a ser concluído. Com inauguração prevista para agosto deste ano, o edifício — que conta com amplos pátios com jardins, criando um oásis urbano na Zona Sul de São Paulo — abrigará uma nova escola de medicina e instalações de pesquisa para uma das mais avançada instituição de saúde do país.
No início da pandemia de coronavírus, em março de 2020, os parisienses abastados afluíram para suas segundas residências na costa atlântica da França, quando foi declarado o lockdown no país. Em junho de 2020, quando as restrições afrouxaram na Inglaterra, os moradores se dirigiram para cidades litorâneas como Bournemouth para aproveitar o tempo ensolarado. O primeiro cenário reflete a crescente lacuna entre ricos e pobres da França, enquanto o último é um reflexo do poder democratizante das praias de acesso público.
Em ambas as situações, o que se busca é a tranquilidade natural normalmente encontrada nas praias. Globalmente, no entanto, há um fenômeno inquietante, segundo o qual, entrelaçado com mudanças climáticas e decisões políticas, as praias estão se tornando cada vez mais espaços privados e inacessíveis.
A EHDD lançou recentemente a ferramenta Early-Phase Integrated Carbon (EPIC), um novo aplicativo gratuito baseado na web desenvolvido para que os arquitetos definam metas e estratégias para reduzir as emissões de carbono nos projetos e construções. A ferramenta visa preencher uma lacuna no processo de avaliação do ciclo de vida e permitir aos projetistas identificar as medidas de maior impacto no início da concepção do projeto. Ao mesmo tempo, outros recursos como Tally e EC3 são vistos como cruciais mais tarde no desnvolvimento.
Celebrando seus 35 anos, esta edição da CasaCor reúne projetos de 68 renomados profissionais distribuídos em mais de 10mil m² dentro do ícone do modernismo paulistano, o Conjunto Nacional. Sob o tema “Infinito Particular”, a mostra desse ano se concentra no acúmulo temporal, na história contada e que contamos sobre nós mesmos. Nesse universo de formas de habitar o mundo, e dos rastros que deixamos ao nosso redor, desde a gordura dos dedos nas paredes até a poeira que trazemos na sola de nossos sapatos, estamos sempre buscando algo que é só nosso, inesgotavelmente próprio.
No debate urbanístico, a defesa do transporte coletivo é quase tão consensual quanto recorrente. Propostas como o desenvolvimento orientado para o transporte (TOD), que defende o adensamento das cidades de forma coordenada com corredores de transporte, têm ganhado força nas últimas décadas: saíram da academia e foram para as recomendações e estudos de caso de instituições como o Banco Mundial, para as propostas de políticos, documentos oficiais e já se encontram em várias intervenções urbanas mundo afora — de Curitiba a Toronto, principalmente na Ásia.
O uso de bicicletas em meios urbanos tem se intensificado cada vez mais. Saúde, lazer, economia, comodidade, diversos são os motivos e benefícios que levam a optar por elas. Para que essa escolha seja feita, há um fator fundamental em jogo: a segurança durante a corrida, dada principalmente por ciclovias e ciclofaixas. Por isso, apresentamos um ranking que traz quais capitais brasileiras mais priorizam o ciclista e a qualidade de sua rota, favorecendo a construção de uma cidade melhor através da mobilidade ativa.
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O Dia da Mulher Arquiteta e Urbanista foi estabelecido em 2020 pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil para reafirmar o compromisso com a promoção da igualdade de gênero em todas as suas instâncias e na relação com a sociedade. Conforme levantamento do próprio CAU/BR em seu Anuário 2019, mulheres representam 63% dos arquitetos e urbanistas, uma proporção que deve aumentar no futuro próximo. Considerando apenas os profissionais com até 30 anos, são 75% de mulheres contra 25% de homens.
https://www.archdaily.com.br/br/986273/dia-da-mulher-arquiteta-e-urbanista-conhecendo-as-pioneiras-no-brasilArchDaily Team
Recentemente, a cidade de São Paulo presenciou dois eventos envolvendo espaços que antes eram públicos e agora estão sob concessão privada. A já consagrada Virada Cultural Paulistana voltou a acontecer após os anos iniciais da pandemia de covid-19, e teve como um de seus palcos o novo Vale do Anhangabaú. Além dela, o complexo do Pacaembu, que recentemente deixou de ser um equipamento público, tornou-se uma concessão e vem passando por uma série de reformas e transformações, recebeu a Feira ArPa, evento que juntou uma série de importantes galerias para exposição, compra e venda de obras de arte. Apesar da diferente natureza desses eventos, seus processos despertam reflexões a respeito do modelo de privatizações que estamos vivendo nas cidades hoje.
Cidades em todo o mundo estão desenvolvendo planos de ação abrangentes para criar uma resposta coordenada aos desafios da mudança climática. Metas e objetivos para emissões baseadas no consumo são importantes para orientar o planejamento estratégico e a tomada de decisões, melhorar a responsabilidade e comunicar a direção do planejamento das empresas e do público. Autoridades governamentais nacionais e regionais estão trabalhando com o setor privado, organizações internacionais e a sociedade civil para criar mudanças em todos os níveis, desde intervenções estruturais em cadeias de fornecimento e indústrias até ações individuais. Isto demonstra uma compreensão crescente do papel das cidades na mitigação dos efeitos adversos do aumento da temperatura.
Como portas de acesso ao conhecimento e à cultura, as bibliotecas desempenham um papel fundamental na sociedade. Essenciais na criação de oportunidades de aprendizagem, bem como no apoio à alfabetização e à educação, os recursos e serviços que cada biblioteca oferece ajudam a moldar novas ideias que são centrais para a construção de uma sociedade criativa e inovadora.
Se você está lendo isso agora, ou já leu um artigo no ArchDaily, é porque você estava em um lugar que permitia que você se conectasse à internet. Pense em um momento em que você se encontrou em uma zona morta, onde a Internet estava ruim e você não conseguiu conectar seu computador ao WiFi para concluir uma tarefa, ou sem conseguir conectar seu telefone para pesquisar rapidamente no Google. Você provavelmente correu para o café mais próximo, ou lugar onde o WiFi era mais confiável, apenas para ter a sensação de estar online novamente. A internet, em um mundo ideal, é igualmente aberta a todos, proporcionando acesso ao conhecimento e a capacidade de se conectar facilmente com outras pessoas. Mas o que acontece quando você não tem internet? Como sua vida é afetada se você estiver do lado errado da exclusão digital e morar em uma área sem acesso à banda larga?
A natureza tem sido continuamente considerada uma musa inspiradora para os arquitetos. Cores e formas do mundo natural encontram-se embutidas em construções artificiais. Os edifícios também são moldados por padrões de vento e sol, topografia e vegetação. Enquanto a arquitetura é alimentada pelos efeitos da natureza, os edifícios têm sido propostos como objetos inertes que permanecem estáticos num mundo em evolução biológica. As “selvas” de concreto antropocêntricas são desprovidas de vida, separando os humanos dos ambientes naturais e causando desequilíbrios que se manifestaram em forma de pandemias. Mas, como seriam as cidades se não houvesse fronteiras entre humanos e ecossistemas?
É comum encontrar em Planos Diretores (PD) e em Leis de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS), o conceito de Solo Criado, que torna possível a implementação de alguns instrumentos urbanísticos, como a Outorga Onerosa do Direito de Construir (OODC) e a Transferência do Direito de Construir. Mas o que é Solo Criado?
https://www.archdaily.com.br/br/986031/o-que-e-solo-criado-conceitos-e-exemplos-na-cidadeAdriano Costa
O escritório de design e inovação CRA - Carlo Ratti Associati divulga o resultado de sua Visão Urbana e Programa Urbano para a Manifesta 14, a Bienal Nômade Europeia em Prishtina, Kosovo, entre 22 de julho e 30 de outubro de 2022. O projeto do CRA propõe uma nova metodologia para a recuperação do espaço público na cidade. Ele começa com uma série de intervenções de design abertas para incentivar a participação do cidadão e promover ciclos de feedback para criar efeitos a longo prazo no ambiente construído. Durante o século 20, mudanças de regime e confrontos políticos trouxeram turbulência considerável para Kosovo e suas cidades. Como resultado, Prishtina sofre atualmente com uma escassez substancial de espaço público, mas um grande grupo de moradores desprivilegiados está ansioso para reverter essa situação.
A primeira arquiteta a receber o título na República Argentina foi Filandia Pizzul, em 1928, pela Universidade de Buenos Aires, quando o curso já completava mais de 50 anos. A partir de 1874, a graduação em arquitetura funcionava independentemente do departamento de Ciências, onde os estudos eram ministrados desde 1865. Sua figura foi pioneira em vários campos, sendo também a primeira mulher a concluir os cursos do Departamento de Aeronáutica Civil em 1928, obtendo a licença de piloto nº 181.
Ao ar livre, as sacadas e varandas ganharam ainda mais importância após o período de isolamento social que passamos. Um espaço em contato com o exterior, que traz a iluminação e ventilação para o apartamento, mas que também pode ser utilizado de diversas formas para aprimorar o layout e trazer mais conforto para o ambiente de estar.
Desde 2011, o Instituto Aromeiazero promove a campanha “Bike Parada não Rola”. A iniciativa consiste na articulação entre síndicos e síndicas de condomínios residenciais para realizar a identificação de bicicletas abandonadas nos bicicletários dos prédios.
Skidmore, Owings & Merrill (SOM) e Raafat Miller Consulting (RMC) foram selecionados para reimaginar a experiência do visitante nas históricas Pirâmides do Egito. Skidmore, Owings & Merrill (SOM) e Raafat Miller Consulting (RMC), com sede no Egito, foram selecionados pela OSL for Entertainment Projects para reimaginar a experiência do visitante em uma das Sete Maravilhas do Mundo, as históricas Pirâmides e a Esfinge de Gizé, no Egito. O SOM atuará como líder do conceito, design e plano diretor do projeto, que contará com a transformação das instalações existentes em uma experiência de excelência para os visitantes, com um programa que garante medidas ambientais e de preservação.
Memphis-Milano design collection 2010. By Dennis Zanone licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported license
Bem longe do estado norte-americano do Tennessee, o movimento Memphis surgiu em Milão na década de 1980 e revolucionou o design. Suas cores espalhafatosas, padrões exagerados e estampas conflitantes tinham o intuito de derrubar o status quo do minimalismo da época, contrariando também, com suas formas puramente estéticas e ornamentais, o design funcionalista postulado pela Bauhaus.
FLOW, 2021 / POOL IS COOL, Decoratelier Jozef Wouters. Image Cortesía de CCCB
O Prêmio Europeu de Espaço Público Urbano é um concurso bienal e honorário organizado pelo Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (CCCB), que na sequência da sua exposição “A reconquista da Europa” realizada em 1999, decidiu criar um observatório permanente das cidades europeias. Assim, o prêmio é atribuído desde 2000, reconhecendo as melhores intervenções de criação, transformação e recuperação de espaços públicos na Europa.
Em fevereiro de 2022, o money.co.uk, um site de produtos financeiros britânico, publicou uma pesquisa que revelou quais são os arquitetos e os edifícios mais pesquisados no google na atualidade. Enquanto os edifícios mais procurados são majoritariamente pontos turísticos como o Burj Khalifa, a Torre Eiffel e o Taj Mahal, entre os arquitetos vê-se um destaque isolado do primeiro lugar: a arquiteta iraquiana Zaha Hadid tem larga vantagem para o segundo lugar, Le Corbusier, consagrando-a como a arquiteta mais procurada e acessada do mundo. Com uma trajetória poderosa enquanto arquiteta mulher, Zaha é autora de projetos em diversos países e está fortemente conectada à evolução digital da arquitetura.
Após dois anos de suspensão devido à pandemia de COVID-19, o Prêmio Mies Crown Hall Americas anunciou que 10 projetos desenvolvidos por escritórios emergentes nas Américas foram selecionados para o MCHAP.emerge 2022.
O que poderia ser diferente no ato projetual se você se colocasse à frente das expectativas e limitações da sociedade e trouxesse uma mirada queer nas suas referências? Conversamos com Andreas Angelidakis, que se refere a si mesmo como "um arquiteto que não constrói", mas que enxerga a arquitetura como um local de interação social, criando obras que refletem sobre a cultura urbana ao misturar ruínas, mídia digital e psicologia para entender como mergulhar em si mesmo pode ser tão poderoso para encontrar diferentes caminhos de projeto.