O tijolo é um dos materiais mais populares para arquitetos que buscam uma estética mais rústica ou vintage tornando os projetos de apartamentos, restaurantes e lojas mais quentes e convidativos. No entanto, a cor e o tipo de corte do tijolo podem influenciar significativamente a atmosfera que emana. Enquanto o tijolo branco se presta a um design mais minimalista, o tijolo marrom, por exemplo, tende a parecer mais rústico e terroso. Neste artigo, exploramos algumas das cores mais populares de tijolos, descrevemos formas de colori-los artificialmente e listamos projetos recentes que utilizam o material.
https://www.archdaily.com.br/br/944534/tijolos-e-suas-coresLilly Cao
Projetar o interior de um apartamento de área reduzida é, sem dúvida, um desafio. Sabemos que uma residência deve ser o mais confortável possível para seus habitantes, mas quando dispomos de poucos metros quadrados e algumas funções imprescindíveis, encontrar a disposição espacial mais adequada não é tarefa fácil. Para lhe inspirar em seus próximos projetos de pequena escala, compilamos a seguir 26 plantas de apartamentos de 20, 30 e 40 metros quadrados.
A reciclagem tem sido um ponto de entrada para o design sustentável. É uma atividade pessoal devido à micro escala que permite às pessoas reduzir o desperdício e economizar energia. Mas entre a escassez de recursos, a perda de habitat ambiental e a crise climática global, houve uma mudança nas práticas diárias em direção a um pensamento mais cíclico. Cada vez mais, a necessidade de manter a vida faz parte de um processo contínuo de produção, reabsorção e reciclagem, onde os resíduos são convertidos em insumos para a produção.
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Ciclovia em Manaus, AM. Cortesia de Caos Planejado
As cidades estão na linha de frente no enfrentamento da Covid-19. Esta pandemia manifesta-se como uma crise global, e as decisões tomadas neste delicado momento pelos governantes, formuladores de políticas, tomadores de decisão e a população têm sérias consequências futuras. Inúmeros contextos já estão sofrendo alterações que modificam — mesmo que momentaneamente — o comportamento da humanidade. Medidas de distanciamento social, lockdown, cuidados sanitários e a contenção da mobilidade urbana apresentam-se como elementos consideráveis na transformação dos novos cenários urbanos.
An aerial view of the High Line with Chelsea Market. The park plans to reopen, with certain restrictions, on July 16. Cortesia de Timothy Schenck
A Metropolis Magazine abordou a produção da High Line Network, um consórcio norte-americano de projetos de reuso que tem compartilhado ideias e práticas ao longo da pandemia.
Desde o início da pandemia, a High Line Network — um associação dedicada ao planejamento e execução de projetos de requalificação urbana em toda a América do Norte — tem realizado uma série de encontros virtuais entre seus membros e parceiros, tanto para comunicar informações à respeito dos projetos em andamento quanto para compartilhar experiências de como cada um dos escritórios está lindando com as dificuldades impostas pela recente crise sanitária. Com muitos projetos sobre a prancheta e outros tantos para serem concluídos e inaugurados em breve, a High Line Network acredita que iniciativas como esta passarão a desempenhar um papel ainda mais relevante na vida das pessoas, especialmente à medida que as restrições de circulação começam a ser abrandadas.
A forma como você vive a cidade, a infraestrutura urbana oferecida pelas áreas que você frequenta e até mesmo as oportunidades de trabalho que te surgem, de certa forma, envolvem a cor da sua pele. Estes temas se desdobram em diversas camadas para discutir a segregação racial existente no entorno urbano no seminário “A Cidade e a Sujeição Racial”, organizado pelo Laboratório de Estudos de Raça e Espaço Urbano - Labraça - da FAUUSP em 2018.
https://www.archdaily.com.br/br/944884/a-cidade-e-a-sujeicao-racial-um-seminario-da-fauuspEquipe ArchDaily Brasil
Instituir a reciclagem de materiais como uma prática cotidiana no campo da arquitetura e da industria da construção exigiria, sem dúvida, uma abordagem de cima para baixo além de ajustes nos processos de projeto e uma revisão completa dos sistemas construtivos mais usuais. Ainda assim, pequenas iniciativas estão provocando consideráveis mudanças neste cenário, forçando os profissionais a repensarem questões relativas ao desperdício assim como uma transformação completa na própria industria da construção civil. Neste contexto, este artigo esmiuçará alguns dos projetos mais inovadores realizados ao longo dos últimos anos, realizações que nos mostram que a reciclagem de materiais na arquitetura não é nenhum bicho de sete cabeças.
Não há como negar. O concreto aparente é o queridinho entre os arquitetos. Atualmente, vem sendo adotado em uma gama de construções e tipologias, desde obras de infraestrutura até projetos residenciais. Além de suas qualidades estruturais, sua aparência também agrada muito. Seu uso oferece determinadas qualidades e flexibilidade que podem garantir diferentes aspectos plásticos aos projetos. Já mostramos como pré-dimensionar estruturas em concreto, ou mesmo entender o que as rachaduras querem nos dizer. A seguir apresentamos algumas dicas para empregar este material e obter o melhor de suas possibilidades quando deixado aparente:
Do quarto do meu hotel era possível ver os telhados da Cidade Proibida, embora apenas um vulto em meio à névoa que cobria a paisagem. Pequim (ou Beijing, dependendo da língua ou grafia) é uma das cidades com o ar mais poluído do mundo, com uma névoa constante produzida não apenas por automóveis — que respondem por 70% da poluição da cidade —, como também por fábricas, usinas de carvão e tempestades de areia de regiões próximas. A impressão visual era de que o dia estava nublado, mas na realidade não havia uma única nuvem no céu.
A New Generations é uma plataforma dedicada a descobrir e promover o trabalho de arquitetos jovens e emergentes no cenário europeu, proporcionando um espaço de troca e aprendizado, voltado tanto aqueles que se dedicam a prática quanto a teoria na arquitetura. Desde a sua fundação em 2013, a New Generations trouxe à público mais de 300 escritórios promissores de arquitetura, apresentando um cenário diversificado de studios e ateliês dedicados às mais diferentes atividades culturais, promovendo festivais, exposições, chamadas abertas, entrevistas e oficinas.
A New Generationslançou recentemente uma nova plataforma na qual oferece um espaço único onde arquitetos de toda Europa podem se reunir para trocar idéias, e por que não, construir novas redes de trabalho colaborativo. Projetos de todo o tipo, oportunidades de emprego, idéias, notícias e perfis de escritórios serão publicados todos os dias na nova plataforma da NG. A seção ‘perfis’ é um convite àqueles indivíduos e coletivos que pretendem se juntar à esta rede de escritórios emergentes, proporcionando uma oportunidade única para que estes se engajem e fortaleçam a comunidade européia de jovens arquitetos.
Monumentos, segundo Alois Riegl, são subsídios à memória. “In memoriam” são palavras que podemos encontrar em cada pedestal ou alicerce de um túmulo ou mausoléu em homenagem aos nossos heróis do passado. Embora seu caráter simbólico seja um refúgio de ideologias, preconceitos e — em muitos casos— intolerância, monumentos têm sido construídos pela humanidade à milênios e também podem ser considerados uma forma de arte e lugares de memória. Entretanto, não são raros os casos de monumentos associados à práticas ou eventos antiéticos, à descriminação, hostilidade e violência. Muitos dos templos da Grécia Antiga foram erguidos sobre altares utilizados para sacrificar animais — e, antes disso, seres humanos também —; as pirâmides foram levantadas pela força do trabalho escravo; praças públicas muitas vezes eram utilizadas como lugares de tortura e sentenças de morte. Isso significa que, na maioria dos casos, monumentos não são apenas simples estruturas inocentes construídas em memória de grandes personagens, mas a personificação de conflitos políticos, culturais, sociais e humanos.
https://www.archdaily.com.br/br/944267/status-estatuas-e-estatutos-erguendo-monumentos-a-homens-falhosMark Alan Hewitt
O conceito de “descarbonização” esteve em voga recentemente em discursos políticos e eventos ambientais globais, mas ainda não ganhou atenção suficiente no campo da arquitetura para mudar profundamente a maneira como projetamos e construímos. Atualmente, os edifícios são responsáveis por 33% do consumo global de energia e 39% das emissões de gases de efeito estufa, o que indica que os arquitetos devem desempenhar um papel significativo se quisermos parar ou reverter as mudanças climáticas. Com o carbono agindo como uma métrica universalmente acordada em que as emissões de gases de efeito estufa de um edifício podem ser rastreadas [1], uma das maneiras mais importantes pelas quais esse objetivo pode ser alcançado é, portanto, a descarbonização dos edifícios.
https://www.archdaily.com.br/br/943680/questao-urgente-10-estrategias-para-descarbonizar-a-arquiteturaLilly Cao
Núcleo Habitacional Complexo do Alemão, arq. Jorge Mario Jáuregui – RJ 2009. Fonte: Acervo Jorge Mario Jauregui
Precisamos produzir cidade, através da habitação, para resolver o déficit habitacional do país. E, sobretudo, não “casas”, mas núcleos habitacionais compactos dotados de infraestrutura, serviços, equipamentos e espaços públicos, com tipologias habitacionais muito variadas para atender a uma grande diversidade de situações familiares. É necessário redirecionar o incentivo atual à especulação com a terra urbana através de uma Reforma Urbana.
https://www.archdaily.com.br/br/944315/uma-leitura-de-jorge-mario-jauregui-sobre-habitacao-socialJorge Mario Jauregui
Reformas em edifícios modernos brasileiros inspiram um necessário debate sobre como preservar e quais as melhores práticas ao intervir em um patrimônio arquitetônico. Os desafios nesse tipo de intervenção são imensos. Tratam-se de obras que devem ser abordadas com muito cuidado para que se mantenha o respeito à sua importância histórica, preservando o que existe de relevante em suas composições, ao mesmo tempo que permita a atualização da edificação às demandas contemporâneas e dos clientes.
https://www.archdaily.com.br/br/944302/patrimonio-arquitetonico-moderno-brasileiro-como-intervir-e-preservarEquipe ArchDaily Brasil
A umidade do ar é famosa, atingindo percentuais inclementes para quem nunca visitou um deserto. Árvores de troncos retorcidos, de cascas grossas e de folhas peludas saem do solo tentando vencer a gravidade, mas se contorcem de tal forma que é como se o calor as empurrasse novamente em direção ao chão. O vermelho da terra é onipresente, acrescentando uma dose de drama por todo o canto, como se a temperatura fustigasse a terra a ponto de ela sangrar. Aqui, no cerrado, não há a densidade da mata úmida, escura, como uma floresta de ameaçadora saída de um romance de Jack London, ou como uma testemunha em transe imemorial, como vista numa novela de Joseph Conrad.
O campo do paisagismo é o responsável pela transformação e ressignificância espacial da paisagem, ora valorizando o objeto construído, ora trazendo luz à historia do território em questão. Assim como os elementos construídos, a vegetação quando projetada é capaz de trabalhar uma série de estímulos, propriedades e funções.
Roberto Burle Marx, Rosa Kliass, Miranda Magnoli... Estes são certamente alguns dos ilustres poetas da paisagem moderna no Brasil. Mas quando o assunto é o paisagismo contemporâneo brasileiro, alguns profissionais vêm demonstrando destaque nos últimos anos. Dentro deste quadro, compilamos abaixo dezessete profissionais. Confira a seguir:
Algumas obras consagradas da arquitetura são reconhecidas por seus detalhes ou por elementos específicos pensados com tamanho cuidado e inventividade que passam a ser a referência imediata que vem à cabeça quando pensamos nestes projetos.
Um desses elementos que frequentemente se torna protagonista nas propostas é a escada, que presente em alguns clássicos, como o Solar do Unhão de Lina Bo Bardi, com sua escada de madeira singular que organiza todo o espaço livre e faz da estrutura sua medida, ou, ainda, a icônica escada helicoidal do Palácio do Itamaraty desenhada por Oscar Niemeyer com as curvas precisas que caracterizam sua obra.
Pólis é uma (hipotética) metrópole costeira e tem uma população crescente. No entanto, a maior parte de sua infraestrutura foi construída 100 anos atrás e carece de manutenção, sendo incapaz de atender a necessidades futuras da cidade.
Para piorar, Pólis vive os danos causados pelo aumento das inundações e erosão das áreas costeiras. Seus habitantes, em especial os já afetados pela poluição ambiental, sofrem com o calor e a má qualidade do ar resultantes da atividade industrial e do trânsito congestionado.
https://www.archdaily.com.br/br/944159/planejamento-integrado-de-solucoes-baseadas-na-natureza-a-chave-para-a-resiliencia-urbanaLisa Beyer e James Anderson
Muito preconceito e contradições envolvem a história da Cannabis sativa pelo mundo. Estima-se que o cânhamo tenha sido uma das primeiras plantas a serem cultivadas pela humanidade. Arqueólogos encontraram remanescentes de tecidos de cânhamo na antiga Mesopotâmia (atualmente Irã e Iraque), que remontam ao ano 8.000 aC [1]. Há registros na China, entre 6 e 4 mil aC, quanto ao consumo das sementes e óleos. Com a chegada à Europa, seu principal uso era para a fabricação de cordas para navio e tecidos. Inclusive as velas e cordas dos navios de Cristóvão Colombo eram desse material, os primeiros livros após a revolução de Gutemberg [2] e muitas das pinturas de Rembrandt e Van Gogh foram feitas de cânhamo
Para a construção civil, seu uso também não é novo. Uma argamassa feita de cânhamo foi descoberta em pilares de pontes construídas pelos merovíngios no século VI, onde hoje é a França. Sabe-se que os romanos adicionavam as fibras do cânhamo para reforçar as argamassas de suas construções. Hoje em dia, ainda que existam entraves legais em muitos países, a utilização do cânhamo como um material da construção civil tem tido resultados animadores, com pesquisas evidenciando suas boas características termoacústicas e sustentáveis. O cânhamo pode ser moldado como painéis fibrosos, revestimentos, chapas e até como tijolos.
Os aplicativos de arquitetura alteraram completamente os hábitos de trabalho de arquitetas e arquitetos em todo o mundo. No canteiro de obras ou no escritório, eles geraram um fluxo de trabalho mais produtivo e eficiente. Utilizados em computadores, smartphones ou tablets, esses aplicativos se multiplicaram exponencialmente ao longo dos anos, tornando-se mais versáteis e cobrindo diferentes aspectos do campo. Enquanto alguns são muito específicos para profissionais, outros atraem todos os entusiastas da arquitetura, com interfaces amigáveis, navegação simplificada e informações acessíveis.
O ArchDaily selecionou os melhores aplicativos de arquitetura usados em 2020, reunindo alguns já conhecidos e essenciais, e outros que ainda são novidade. Conheça-os, a seguir:
A pedagogia Reggio Emilia foi criada no período pós-segunda-guerra, por iniciativa de mães viúvas e sob a coordenação do pedagogo e jornalista Loris Malaguzzi. Em uma época de reconstrução das cidades, a preocupação primordial do grupo era em relação às novas escolas, onde desejavam criar um ambiente tranquilo, acolhedor e alegre (com uma atmosfera de lar) onde as crianças pudessem ficar enquanto as mães trabalhavam. Entender os interesses da criança e proporcionar um ambiente adequado para permitir experimentos e exploração é um dos pontos focais dessa pedagogia. A preparação de um ambiente seguro e estimulante é tão fundamental que, em muitas literaturas, ele aparece como um terceiro professor.
As chapas metálicas são caracterizadas por apresentarem uma boa relação entre resistência e peso, ou seja, possuem um bom desempenho na sustentação de cargas a despeito de sua leveza e esbeltez. Devido à essa característica, as estantes feitas com chapas metálicas possuem uma boa capacidade de armazenamento e têm sido muito utilizadas em projetos de apartamentos.
Qual a sua ideia de paisagem? Arquitetura da Paisagem – tradução literal do inglês “Landscape Architecture” – é um campo de conhecimento adjacente à arquitetura e ao urbanismo que muitos relutam em traduzir para o português como Paisagismo, mas que não abrange as complexidades da arquitetura da paisagem. Suspeitamos que a razão por trás do desconforto com a tradução pode ser entendida como o resultado de uma tradição arquitetônica comum no Brasil de entender a paisagem como um ente puramente projetado e estático.