Se você ainda não viu "O Brutalista" e pretende ver, recomendo que não prossiga a leitura deste texto e o guarde para depois da sessão. Há spoilers em muitas linhas subsequentes. Caso o leitor espere ler aqui uma crítica de cinema, peço desculpas antecipadamente porque irei frustrá-lo: isto aqui é uma crítica arquitetônica a partir de assuntos abordados na película.
A frase final do filme incita um interessante debate sobre o processo de projeto de arquitetura: "Não importa o que os outros tentem lhe vender, o que importa é o destino, não é a jornada." A frase foi dita por Zsófia, sobrinha do arquiteto ficcional László Tóth, protagonista de "O Brutalista", durante o epílogo que apresenta o seu reconhecimento internacional em uma cerimônia da primeira Bienal de Arquitetura de Veneza, de 1980, cujo título era a "A presença do passado".
Dia 8 de fevereiro, entre 8h30 e 19h, o Design Degustação 2025 acontecerá nas unidades de SP e RJ com o objetivo de proporcionar um aperitivo dos nossos cursos de graduação, pós e One Year.
Entre palestras e workshops “mãos na massa”, as pessoas são envolvidas nos diferentes campos do design de maneira mais imersiva e abrangente, agindo como uma introdução ao nosso método de ensino “Ser, Fazer e Saber Fazer”.
Nesse sentido, cada dinâmica e roda de conversa é conduzida por professores do IED, garantindo que as técnicas e ferramentas abordadas são as mesmas usadas na grade curricular dos nossos
Sinopse O workshop Território Material: criar a partir do que já existe busca produzir, a partir de de contatos com a obsolescência em São Paulo, uma nova percepção do lixo - conceito entendido como crise e possibilidade contemporânea. Através práticas de investigação urbana, apoiadas nas experiências da Arquivo e do coletivo Mouraria 53, os alunos identificarão os nós (físicos, econômicos e culturais) da cultura de obsolescência na construção da cidade e também suas contrapartes - atores, políticas, e processos existentes ou desejáveis que se apresentem como soluções para uma cidade menos descartável.
Sobre a AkzoNobel Fornecemos tintas e revestimentos sustentáveis e
Sobre o livro: A cor tem um impacto enorme nas emoções humanas. Sentimos alegria, agressividade, nostalgia ou afeto, e esses humores específicos podem ter sido desencadeados por uma cor em especial. Paleta perfeita é um guia de cores único, uma ferramenta prática para artistas e designers que trabalham nas áreas de moda, design gráfico, design de interiores e têxtil, ou para qualquer pessoa que busque uma melhor compreensão da relação entre cores e emoções.
Além de uma introdução com os princípios da teoria das cores e suas experiências sensoriais e culturais, o livro conta com 15 capítulos que remetem a
Hãhãwpuá é o nome usado pelo povo indígena brasileiro Pataxó para se referir à terra, ao solo ou, mais precisamente, ao território que depois da colonização ficou conhecido como Brasil, mas que já teve e ainda tem muitos outros nomes. Dentro de todos esses “brasis”, o Brasil como terra indígena é o foco do pavilhão do país na Bienal de Artes de Veneza 2024, sendo renomeado, portanto, como PavilhãoHãhãwpuá.
Um aspecto fundamental em uma economia circular é a transformação de nossa maneira de enxergar o lixo. Rotular um objeto como "resíduo" implica desvalorizá-lo e encerrar seu papel em uma economia linear tradicional. Mesmo que o objeto esteja fora de vista, sua vida continua no aterro sanitário. Essa mudança de perspectiva em relação ao lixo implica em abrir nossas mentes para as oportunidades que a abundância de resíduos apresenta. Os designers e arquitetos reunidos a seguir não apenas conseguiram eficientemente resgatar objetos descartados como também aumentaram seu valor agregado, atribuindo-lhes novo significado por meio de sua cuidadosa curadoria.
O Pavão é um evento cultural de design, arte e criatividade realizado na Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi/UERJ) desde os anos 1990. A Edição 2023 vai acontecer nos dias 9, 10 e 11 de novembro e será palco de palestras, workshops e exposições artísticas e de design organizadas pela comunidade Esdiana; além de contar com apresentações e alimentação no local. O objetivo do evento é celebrar a produção de design contemporânea e enriquecer as trocas de experiências, interesses e aspirações dos participantes.
Localizada na Lapa (Rio de Janeiro/RJ), a Esdi é o curso superior
De 12 a 18 de outubro, NYCxDESIGN apresentou o Design Pavilion, uma importante exposição pública de arquitetura em Nova York. Ocorrendo durante o Archtober, uma celebração da arquitetura no mês de outubro, o Design Pavilion deste ano destacou três instalações imaginativas que abrangem materialidade, sustentabilidade e igualdade social.
Duas instalações foram projetadas para transformar a Gansevoort Plaza, no Meatpacking District, em retiros urbanos, enquanto a terceira exposição oferece uma projeção de arte digital no World Trade Center Podium, abordando a história da escravidão do país. Além dos pavilhões, o programa Design Talks promoveu discussões sobre questões relevantes da profissão, centradas em temas de sustentabilidade, reaproveitamento e redução de resíduos.
No sul de Burkina Faso, compartilhando fronteiras com a região norte de Gana, está Tiébélé; uma pequena vila que exibe padrões fractais de volumes circulares e retangulares, abrigando um dos mais antigos grupos étnicos da África Ocidental: a tribo Kassena. Com casas vernaculares que remontam ao século XV, a vila possui um caráter distintivo através de suas paredes pintadas com símbolos. É uma arquitetura de decoração de paredes onde a comunidade utiliza seu envoltório como uma tela para formas geométricas e símbolos do folclore local, expressando a história e a herança cultural. Essa arquitetura é o produto de uma colaboração comunitária única, onde todos os homens e mulheres da comunidade são responsáveis pela construção e acabamento de qualquer nova casa. Essa prática serve como um ponto de transmissão da cultura Kassena entre as gerações.
No contexto da recente inclusão da Feira Internacional Rachid Karami, em Trípoli, como Patrimônio Mundial da Humanidade e Patrimônio Mundial em Perigo pela UNESCO, a Embaixada do Brasil em Beirute e o Instituto Guimarães Rosa - Beirute lançam um concurso de arte sobre a Feira, oferecendo 3 prêmios de USD 1000 cada para os melhores trabalhos.
Inscrições gratuitas online, até 29 de outubro, abertas a libaneses vivendo no Líbano ou fora, e a não libaneses residentes no Líbano, de 18 a 35 anos.
O trabalho de Marília Marz tem as cidades como fonte de inspiração e pesquisa. Ela começou a conversa no Betoneira contando sobre sua experiência no programa Ciência Sem Fronteiras, através do qual foi para os EUA estudar arquitetura e acabou se apaixonando pela disciplina de quadrinhos. A artista mergulhou de cabeça no universo gráfico, na Universidade de Oregon, onde também se formou o quadrinista Joe Sacco. Marília Marz ressaltou que a escolha da universidade acabava sendo um pouco aleatória no programa; nem todo mundo conseguia ir para a instituição de sua escolha. Ela acabou caindo em uma faculdade que não estava entre as suas opções, mas que é uma das poucas faculdades que têm o curso de quadrinho como formação secundária.
A arte sempre foi um meio pelo qual as pessoas podem se conectar com os espaços, e os movimentos artísticos têm servido como uma plataforma para explorar novas relações com a arquitetura. Ao incorporar a arte em edifícios e espaços internos, eles foram transformados, resultando em uma fusão que cria ambientes bonitos, inspiradores e espiritualmente edificantes. Ao longo da história, vários movimentos artísticos, como o Renascimento no século XVII, o Barroco no século XVIII e o Art Nouveau, Art Déco e Bauhaus no início do século XX, tiveram um impacto significativo na arquitetura. Os arquitetos se inspiraram nos ideais, conceitos, abordagens estilísticas e técnicas desses movimentos, usando-os para criar estruturas habitáveis em grande escala. Como a casa é uma expressão fundamental de um movimento arquitetônico e a moldura mais simples para exibir o ethos artístico de uma determinada época, estudar seus espaços internos fornece uma imagem detalhada da influência da arte na organização espacial, design de móveis, padrões de produtos e interação do usuário.
Na próxima quarta-feira, 23 de agosto, será lançado o primeiro episódio da nova série de documentários que explora os projetos de Al Borde. “Construir com árvores vivas”, mergulha nas histórias da Casa-Jardín, uma casa unifamiliar localizada na periferia da cidade de Quito.
Sérgio Ferro é um arquiteto, artista, historiador e crítico de arquitetura brasileiro que, devido à sua atuação política durante a ditadura militar, foi preso e exilado na França na década de 1970. Ao longo de sua carreira, observou e interviu nos espaços de produção da construção civil, desenvolvendo uma crítica à produção das artes plásticas e da arquitetura baseada no processo de construção e seus agentes: o canteiro de obras, as tecnologias, os materiais e o construtor.
Em um contexto histórico dominado por referências eurocêntricas e masculinas, Ferro, junto aos arquitetos Rodrigo Lefèvre e Flávio Império, formou o Arquitetura Nova, um grupo que propunha debates pautando a produção da arquitetura, o papel social do arquiteto e as relações de produção no canteiro de obras, contrapondo os pensamentos e produções hegemônicos, seja na prática projetual ou na academia. Após exílio, impossibilitado de atuar como arquiteto, dedicou-se à docência na École Nationale Supérieure d'Architecture de Grenoble.
Cobertura do ginásio do Ibirapuera, com placas de alumínio. São Paulo, c. 1955. Crédito: Hans Gunter Flieg / IMS
Um dos principais nomes da fotografia brasileira, Hans Gunter Flieg (1923) atuou nas áreas da indústria, da publicidade e da arquitetura. Suas imagens documentam o desenvolvimento industrial e a verticalização do país, em especial da cidade de São Paulo, a partir da década de 1940. Em fotos com grande nível de elaboração técnica, registrou instalações industriais, máquinas, edifícios e objetos, tensionando as fronteiras entre a objetividade da fotografia documental e o rigor formal.
https://www.archdaily.com.br/br/1005601/registros-da-industrializacao-no-brasil-ims-paulista-inaugura-retrospectiva-do-fotografo-hans-gunter-fliegArchDaily Team
Uma aparente fragilidade mobiliza a forma de ocupação do cenário construído para a exposição Taib: uma história do teatro, sobre o Teatro de Arte Israelita Brasileiro, fundado em 1960 e construído no subsolo da Casa do Povo, centro cultural no Bom Retiro, em São Paulo. Com expografia do coletivo Goma Oficina — Associação transdisciplinar de design, arquitetura e arte — o teatro é encenado no primeiro andar, de forma a apresentar a potente história de sobrevivência e re-existência da poesia dos povos judeus a despeito da perseguição e violência sofrida pelo governo nazista até o fim da Segunda Guerra Mundial.
O grafite, como forma de arte, tem uma relação complexa com a gentrificação. Por um lado, ele envolve as ruas e o tecido urbano como uma tela para as pessoas se expressarem cultural, social e politicamente. Essa expressão pode ser uma forma de rebelião por minorias étnicas e grupos desfavorecidos em certos bairros, ou pode construir um senso de singularidade cultural e expressão social, conferindo a um bairro um caráter positivo e atraindo novos moradores. No entanto, ao longo dos anos, ele tem sido um agente de gentrificação, aumentando os valores imobiliários para acomodar residentes mais ricos e alienando as comunidades mais antigas.
Em certos casos, os artistas reconhecem seu papel nesse esquema urbano e modificam sua forma de arte por meio de seu estilo, mensagem, localização e ação como formas diretas de protesto contra a gentrificação. De Brixton, Shoreditch e Hackney em Londres, Williamsburg e Bushwick em Nova York, até o Canal Saint-Denis e Belleville em Paris, o uso do grafite nas paisagens urbanas desses bairros pode protestar ou inspirar diferentes formas de desenvolvimento.
Entre os dias 12 e 23 de outubro, acontece a viagem para a Bienal de Arquitetura de Veneza, com o Francesco Perrotta-Bosch.
Para aqueles que desejam saber mais sobre o roteiro, se preparar e se inspirar antes da viagem, a Superbacana+ preparou uma conversa online exclusiva com o Francesco. Ele apresentará um pouco sobre os pavilhões imperdíveis que serão visitados, além de compartilhar dicas valiosas sobre os principais pontos arquitetônicos, incluindo detalhes históricos e curiosidades sobre os locais explorados.