Desde o começo da pandemia de Covid-19, a bicicleta se tornou uma alternativa ainda mais popular, resiliente e confiável para os deslocamentos cotidianos, e ciclovias temporárias (ou pop-up) são cada vez mais comuns em grandes cidades ao redor do mundo. Entre março e julho de 2020, 394 cidades, estados e paísesrealocaram espaços das ruas para que as pessoas pudessem caminhar e pedalar com mais facilidade, eficiência e segurança.
https://www.archdaily.com.br/br/972848/4-maneiras-de-desenhar-ruas-seguras-para-bicicletasNikita Luke e David Pérez-Barbosa
Antes de ser um motorista ou ciclista, todos somos pedestres. Pensar modos mais seguros do trânsito a pé, mas que também tragam alternativas de lazer e contemplação para os transeuntes, é conceber uma cidade mais justa e que brinda uma maior qualidade de vida - que respeita a todos seus cidadãos e preza pela saúde destes. Sendo assim, reunimos aqui alguns parques, travessias e passarelas que foram pensadas exclusivamente para o uso não motorizado.
https://www.archdaily.com.br/br/973170/pedestres-em-foco-projetando-espacos-de-qualidade-para-o-caminharEquipe ArchDaily Brasil
O escritório Heatherwick Studio divulgou sua proposta de intervenção para o centro da cidade de Nottingham, Reino Unido. Um desenho que cria um novo centro arborizado e remodela o antigo centro comercial, localizado no coração da cidade, sem deixar de aproveitar seu potencial turístico. Propondo uma nova e ampla área verde que oferece aos habitantes a possibilidade de se conectar com a natureza, o projeto não só traz novos espaços de convívio, comércio e edifícios de uso misto ou residenciais, como também prevê ligações viárias do centro com outras regiões da cidade. Esse projeto representa uma redefinição de centro de cidades e a forma como se organizam.
Ao descrever o processo de estruturação espacial da cidade de São Paulo, o professor Flávio Villaça constata que o seu crescimento no período entre a construção da ferrovia São Paulo Railways, em 1867, e o início do século XX foi voltado predominantemente para a burguesia pois, na época, as camadas populares ainda não constituíam um mercado significativo para terrenos urbanos.
As inscrições para a pós-graduação lato sensu da Escola da Cidade estão abertas até 11 de março de 2022. Existente há mais de 10 anos, o programa é composto por sete cursos e está estruturado a partir de dois aspectos centrais: a prática e o fazer projetual, entendidos como pesquisa e estratégia de aproximação do espaço em suas múltiplas escalas. Tendo ainda como temática geral e abrangente “Civilização América: um olhar através da arquitetura” – que propõe a compreensão e enfrentamento das condições históricas, geográficas, territoriais e sociais que nos constituem. É a partir dessa visão que os cursos de
Surtos de doenças contagiosas podem exercer uma influência de longo prazo no desenho urbano – muitos moldaram de forma inegável a maneira como as cidades modernas são e operam. Parques, ruas largas e até mesmo os banheiros de nossas casas são um legado importante de surtos de cólera no passado. Hoje estão tão incorporados em nosso dia a dia que são considerados elementos básicos das cidades modernas. Ao longo de gerações, as cidades se recuperaram do choque inicial do contágio e reconstruíram a confiança das pessoas depois de períodos de incerteza.
https://www.archdaily.com.br/br/972093/as-cidades-podem-prosperar-em-tempos-de-crise-3-perguntas-para-as-cidades-em-2022Anne Maassen e Rogier van den Berg
Verticalização e adensamento populacional são fatores pouco compreendidos das nossas cidades. Diferentemente do que se imagina, nem sempre quanto mais verticalizada a cidade, mais densa ela é. No Brasil, favelas ou residências semiformais compõem algumas das áreas urbanas mais densas. São residências pequenas, com pouco espaço entre elas, e muitas vezes habitadas por mais de uma família. Por outro lado, há bairros com muitos prédios e pouca gente. Prédios podem ser comerciais, sem moradores, ou ter apartamentos grandes, famílias pequenas e áreas livres ao seu redor. Poucos sabem que Cidade Ademar, distrito de casas na zona sul de São Paulo, tem o dobro da densidade da selva de prédios do Itaim Bibi.
Em diferentes partes do mundo as mulheres estão transformando as cidades e ocupando espaços no planejamento e na gestão urbana como nunca havia acontecido. Paris, Barcelona e Roma, por exemplo, além de serem cidades onde quase qualquer pessoa gostaria de viver, são, hoje, cidades gerenciadas por mulheres pela primeira vez em sua história, ambas em seu segundo mandato. Grandes mudanças e planos celebrados atualmente, como a “cidade de 15 minutos”, em Paris, a abertura da Times Square para as pessoas, em Nova Iorque, e a digitalização urbana de Barcelona como cidade inteligente, foram capitaneadas por mulheres.
Consagrados com uma cultura milenar, os arquitetos libaneses mostram em seus projetos como lidar com o entorno e com os desafios atuais da arquitetura. Em homenagem à comunidade libanesa no Brasil, celebrada oficialmente no dia 22 de novembro, selecionamos sete escritórios para conhecer melhor a arquitetura libanesa contemporânea.
O passeio de Jane faz parte da iniciativa de Jane's Walk, um festival anual que visa homenagear a ativista e urbanista Jane Jacobs realizando ações e passeios de cidades ao redor do mundo, para recuperar as ruas como um espaço público de coexistência e encontro entre os cidadãos. Este texto sobre O Passeio de Jane Jacobs, de autoria de Susana Jiménez, compõe um grupo de guias, disponibilizados pelo projeto "La Aventura de Aprender", concebido e coordenado por Antonio Lafuente e Patricia Horrillo.
Jiménez, música, filósofa e doutora em história da arte, promove e coordena esta experiência em Madri desde 2010. Cada primeiro fim de semana de maio, grupos de vizinhos e pessoas interessadas em planejamento urbano e redes de vizinhança se organizam em assembleias abertas para celebrar esta atividade, que consiste em caminhar pelas ruas dos diferentes bairros propostos e relatar o que neles está acontecendo, seja em relação às questões de planejamento urbano, habitação, eventos, recuperação da memória coletiva etc.
Uma cidade ativa é aquela que estimula seus habitantes a serem fisicamente ativos em seu cotidiano. Isso não quer dizer que ela almeja transformar os cidadãos em atletas olímpicos, mas que dispõe de espaços para ciclistas e pedestres se locomoverem com segurança e de infraestrutura adequada para que pessoas de todas as idades possam praticar esportes, se divertir e relaxar ao ar livre. Dessa forma, as atividades físicas, em maior ou menor intensidade, se tornam parte natural do dia-a-dia da população.
Em Accra, capital de Gana, Owusu, a esposa e os quatro filhos dividem uma casa com outros cinco inquilinos e suas famílias no bairro de Tantra Hills. A casa possui um banheiro e energia elétrica, mas os custos de ambos são excessivamente altos. Como não é conectada à rede municipal de abastecimento de água, Owusu precisa comprar água de vendedores que cobram caro. A conta de luz, em torno de US$ 50 por mês, é mais alta do que o aluguel de US$ 33. Com uma renda mensal de US$ 175, Owusu vive com o medo de ser despejado caso haja aumento no preço do aluguel, da água ou da eletricidade.
Além disso, o bairro de Owusu não dispõe de acesso fácil ao transporte público. O ponto de ônibus mais próximo fica a cerca de um quilômetro, e normalmente ele espera até 30 minutos pelo ônibus. O trajeto até o trabalho, em um posto de gasolina, leva em torno de duas horas, sem trânsito. De segunda a sábado, ele sai de casa às 4h30 para não pegar a hora do rush.
https://www.archdaily.com.br/br/971315/7-grandes-transformacoes-para-solucionar-a-desigualdade-urbanaMaeve Weston e Robin King
A ocupação territorial responde a uma série de fatores e é a partir do desenvolvimento econômico e da distribuição de renda, trabalho e serviços no território que vemos cidades crescerem e se espalharem. Bairros e regiões vão sendo transformadas pouco a pouco, como resposta aos modelos econômicos atuais. Essa lógica cria vazios urbanos em forma de construções completas, dotadas de toda infraestrutura, e mesmo assim desocupadas ou subutilizadas. A trajetória dos centros antigos e dos cinemas de rua ilustra essa lógica e nos faz refletir sobre como lidar com esses desafios da cidade contemporânea.
As vias expressas são estradas de acesso limitado em áreas populosas, desenhadas para permitir o tráfego motorizado em alta velocidade por longas distâncias. Algumas passam pelos centros das cidades, enquanto outras circundam o centro urbano.
A iniciativa já foi o auge do design de transporte na década de 1950, mas hoje são tão obsoletas quanto disquetes. A caminhada, a bicicleta e o transporte público são mais sustentáveis, seguros, saudáveis, eficientes e produtivos. Para contribuir com o tema, o Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento (IPTD) produziu o material Vias Expressas vs. Ruas Completas, com o objetivo de comparar ambas em termos de saúde, eficiência, habitação e qualidade ambiental e de vida.
https://www.archdaily.com.br/br/970842/deixando-as-vias-expressas-para-trasITDP Brasil
Evento gratuito debate Iniciativa privada e espaço público no B32
O B32, complexo recém-inaugurado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, e que reúne torre corporativa e praça pública, realizará no dia 17/11, às 9h, o evento Iniciativa Privada e Espaço Público, para debater como as empresas podem contribuir para incentivar a convivência urbana de qualidade. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site do Teatro B32.
Participam da conversa o trio responsável pela concepção da torre, da praça e do teatro, respectivamente os arquitetos Didi Pei (EUA), Thomas Balsley (EUA) e Eiji Hayakawa (BRA). A gestão do
Rio Aare, Berna, Suíça. Created by @dailyoverview Source imagery: @maxartechnologies
Tâmisa, Danúbio, Sena, Nilo, Hudson, todos esses nomes nos rementem imediatamente a cidades especificas. Isso porque discorrer sobre a história do urbanismo é também abordar a relação entre a urbe e o rio, já que este é um elemento natural fundamental em torno do qual muitas cidades se formaram. Tal fato se deve, principalmente, ao caráter utilitário dos cursos d’água que, além de delimitar – e consequentemente proteger – as cidades, serviam para o abastecimento hídrico e transporte de matérias-primas e produtos. O rio assumia, portanto, a função de um estruturador urbano, oportunizando atividades nas suas margens e favorecendo o desenvolvimento econômico e social.